Irmã mais nova de Fidel e Raúl Castro, Agostiniana morre aos 78 anos

Miami, 27 mar (EFE).- Agostiniana Castro Ruz, irmã mais nova de Fidel e Raúl Castro, morreu no domingo em Havana aos 78 anos, segundo confirmou nesta segunda-feira a um jornal de Miami (EUA) sua irmã, Juanita Castro.

"El Nuevo Herald" falou com Juanita, de 83 anos, que afirmou que sua irmã Agostiniana morreu por complicações de uma fratura de quadril.

O ferimento "infeccionou e daí tudo foi piorando", disse Juanita Castro, autora do livro "Fidel e Raúl, meus irmãos. A história secreta" (2009), que vive em Coral Gables, uma cidade que faz divisa com Miami, e segundo disse não viajará para Cuba para o funeral.

"Ela estava muito doente, muito debilitada", disse Juanita Castro em declarações por telefone à publicação.

Previamente, a "Telemundo" e "Martínoticias" tinham informado sobre a morte da irmã menor dos Castro, mas sem identificar suas fontes.

Até agora em Cuba não houve uma notícia oficial sobre a morte de Agostiniana Castro Ruz, que vivia em Havana junto com sua filha Lina Rodríguez Castro.

Agostiniana Castro se casou com o pianista Silvio Rodríguez Castro, que tinha uma relação ruim com sua família e emigrou aos Estados Unidos na década de 90.

O casal teve três filhos e os dois homens residem em Orlando (centro da Flórida), onde o pianista morreu em 2009. Ambos viajaram para Cuba para o funeral da mãe, que pediu que fosse cremada.

"A lembrarei com muito carinho, ela estava muito ligada a mim apesar da separação. Eu era sua protetora, eu cuidei muito dela, ajudei em tudo o que podia", disse Juanita Castro sobre sua irmã, que viu pela última vez "há 15 ou 16 anos".

Dos sete filhos de Ángel Castro Argiz e Lina Ruz, Angelita (1923), Ramón (1924), Fidel (1926), Raúl (1931), Juanita (1933), Emma (1935) e Agostiniana (1938), só restam três com vida.

Além de Raúl, atual presidente de Cuba, vivem Juanita e Emma, que mora no México.

Ángela Castro Ruz, a mais dos irmãos, morreu aos 88 anos em 2012, enquanto Ramón, de 91, e Fidel, o líder da Revolução cubana, de 90, faleceram o ano passado.EFE