Irmã de Paulo Gustavo volta a criticar governo Bolsonaro nas redes

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RIO - "Rir é um ato de resistência". A frase de Paulo Gustavo virou um símbolo depois de sua morte, há pouco mais de um mês, vítima da Covid-19 após uma longa batalha pela vida. Foi compartilhada por amigos, familiares e fãs. Foi a frase que sua irmã, Juliana Amaral, escolheu para tatuar no antebraço esquerdo como uma lembrança. Nesta segunda-feira, ela prestou mais uma homenagem a "Tatau", como ela o chamava carinhosamente. Junto com o tributo, defendeu o uso da máscara e criticou o governo.

Em sua conta no Instagram, Ju, como é conhecida, postou uma foto usando máscara, com uma imagem de Paulo Gustavo iluminada ao fundo, o braço tatuado em riste e a legenda: "É sobre amor e resistência". Na sequência, usou as hashtags #vacinasim, #usemmascara e #foragenocidas.

Vários artistas manifestaram apoio à irmão do humorista e defenderam o uso de máscaras depois de o presidente Jair Bolsonaro ter dito que iria pedir a publicação de um parecer que desobriga o uso da proteção para quem já foi vacinado ou teve Covid e se recuperou."Resistir com amor", disse a atriz Catarina Abdalla, que dividiu o palco do programa "Vai que cola" com Paulo. "Sobre o amor", ressaltou a modelo Carol Tentrini, muito amiga dele.

Não foi a primeira vez que Ju fez críticas à postura do governo Bolsonaro com relação ao combate à pandemia. No dia 29 de maio, ela fez um desabafo: "Sr. presidente, me disseram algo sobre o senhor ter postado condolências à minha família. Só agora tive forças de vir responder como o senhor merece, e o mínimo que eu posso lhe dizer é que, por coerência, nunca mais ponha na sua boca o nome do meu irmão".

No mesmo post, ela se posicionou sobre o atraso na aquisição de vacinas por parte da União: "Essa boca que disse não à vacina e condenou tantos à morte, essa mesma boca que debochou imitando pessoas com falta de ar, pessoas que viveram o horror que meu irmão viveu, não pode ser usada para pronunciar o nome dele nem lamentar a morte de todos os vitimados pela Covid. Também espero que o senhor não despeje sobre minha família os seus mais sinceros sentimentos pois eu não os aceito. Não sei que sentimentos tem um homem que deixa um país inteiro entregue à morte. Guarde pra você seus sentimentos e não nos obrigue a lidar com eles. Seus votos de pesar também peço que deposite em sua própria consciência, pois é sobre o seu governo que pesa a pior gestão desta pandemia mundial. Espero que o senhor saiba que meu irmão e você não tinham nada em comum. Vocês trafegam em vias opostas. Enquanto ele ia na estrada da vida, do afeto, da generosidade e empatia, o senhor vem pelas trevas, trazendo escuridão e morte. O Brasil que o senhor comanda carrega nas costas quase 500 mil filhos mortos, e dentre eles o meu irmão".

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