Irmã de Sabrina, Karina Sato fala sobre internação por Covid-19: 'Estivemos sempre juntas'

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Karina Sato, empresária do ramo artístico e irmã mais velha da apresentadora Sabrina Sato, começou a sentir os primeiros sintomas da Covid-19 no dia 23 de abril, uma semanas depois de seu marido, o cirurgião-dentista Felipe Abreu, com quem tem dois fiilhos, ser diagnosticado com a doença. "Sem minimizar o problema, parecia uma gripezinha mesmo, bem leve. De repente, a coisa evoluiu e um exame constatou que meu pulmão estava 50% tomado e Sabrina me convenceu que o melhor seria eu me internar para um tratamento mais eficaz", diz ela.

A empresária conta que um mês antes do diagnóstico estava "sentindo que iria pegar a doença", que matou 439 mil pessoas no Brasil desde o início da pandemia e para qual já existe vacina. "Estava realmente neurótica. Ficava o tempo todo trancada na minha sala no escritório, não abria mão da máscara e o álcool gel era meu companheiro constante. Só saía de casa se realmente fosse para fazer algo importante ou para trabalhar. Para mim, não existia vida social", conta Karina.

Durante os 13 dias em que esteve internada no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, a paulista afirma que houve um momento bem dramático, quando os médicos cogitaram entubá-la. "Até então, eu estava apenas no oxigênio e tomando medicação na veia. O quadro, no entanto, se agravou e minha família foi chamada, pois havia a possibilidade de eu precisar de ventilação mecânica. Meu médico decidiu que isso só seria necessário se a situação não melhorasse em 24 horas. Graças a Deus, não precisei."

Sedada a maior parte do tempo, Karina disse que a notícia da morte do ator Paulo Gustavo a deixou muito abalada. "Estava meio área por causa da medicação, mas fiquei balançada, pois não conseguia visualizar minha volta para casa; a fé deu uma estremecida. Teve dia que mesmo dormindo, Sabrina me contou, eu chorei à beça, as lágrimas rolavam soltas. Com todo o risco, minha irmã, que teve Covid-19 no fim do ano passado, não saiu do lado lado no hospital assim que deixei de transmitir o vírus. Estivemos sempre juntas. Temos essa ligação."

Em casa ao lado dos dois filhos, a empresária ainda precisa de oxigênio. "Às vezes, ainda fico sem fôlego, Mas acredito que até o fim desta semana, ganherei alta total. Essa doença é muito perigosa. Sou uma pessoa sem comorbidades graves. Meu último quadro de bronquite (leve) foi há mais de dez anos. Temos que nos cuidar. A coisa é séria."

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