Isabel Salgado: entenda o que é a síndrome que provocou a morte da atleta

Na quarta-feira, a ex-atleta de vôlei Isabel Salgado morreu aos 62 anos devido a um quadro de Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA). A ex-ponteira, um dos grandes nomes do esporte no Brasil, foi internada na terça-feira de manhã no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, ficou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu.

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A SARA é caracterizada por uma insuficiência respiratória grave devido ao acúmulo de líquidos nos pulmões, o que reduz os níveis de oxigênio do sangue e a oxigenação dos órgãos. Esse acúmulo é causado por lesões na região, que permitem a entrada do líquido, decorrentes de uma outra doença, que pode ser desde um diagnóstico de pneumonia até a inalação de gases tóxicos.

No caso de Isabel, de acordo com a mensagem de um amigo, o problema foi provocado pela infecção de uma bactéria que havia se espalhado pelo pulmão, causando uma pneumonia bacteriana. Ela chegou a passar pelo tratamento de oxigenação por membrana extracorporal (ECMO) – técnica avançada que faz o sangue circular por um pulmão artificial fora do corpo, e depois retornar à corrente sanguínea.

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A SARA é um quadro raro, mas trata-se de uma emergência médica. Geralmente, a síndrome se desenvolve de um a dois dias, podendo chegar a cinco, após os danos iniciais nos pulmões. O sintoma é principalmente a falta de ar e um desconforto ao respirar, o que leva o quadro a ser chamado também de Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA). Por isso, é importante que o paciente busque o atendimento médico no caso de problemas na respiração, que poderá identificar se é um caso de SARA.

O quadro se desenvolve de forma rápida, levando à incapacidade de a pessoa respirar por conta própria, sendo necessário o uso de ventilação ou outros suportes, como o ECMO no caso de Isabel. O sucesso do tratamento depende também da melhora da doença subjacente que está provocando a SARA.

Quando é um quadro mais leve, e rapidamente identificado, as perspectivas de melhora são boas, possibilitando até mesmo uma recuperação sem sequelas. Porém, nos casos em que a insuficiência respiratória está mais avançada e a doença causadora do problema é mais agressiva, como é o caso de uma infecção bacteriana, a síndrome pode ser letal.