Isis Valverde, que ganhou música de Roberto Carlos e cantou em especial do Rei, conta: ‘Realizei um sonho do meu pai’

Naiara Andrade
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Quem nunca deixou a emoção rolar ouvindo uma canção de Roberto Carlos e acreditando que aquela letra tinha sido feita sob medida para contar a sua história? Pois tem atriz que pode se gabar, sim, por ter sido agraciada com uma composição exclusiva do ídolo, que celebra seus 80 anos nesta segunda-feira (19).

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— Foi um presente que a vida me deu ter uma música do Rei. Pensa bem, isso é muito especial! Acho que não acontece todo dia nem com todo mundo — orgulha-se Isis Valverde, que mergulhou fundo em “A força do querer” ao som de “Sereia”, tema de sua personagem Ritinha, e depois ainda teve o privilégio de se apresentar ao lado do cantor em seu especial de fim de ano de 2017: — Quando estive na casa de Roberto para ensaiar com ele, meu coração foi a mil. Fui muito privilegiada.

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E não para por aí: a atriz ainda satisfez uma vontade de longa data do pai, Rubens, que sofreu um infarto fulminante em janeiro de 2020.

— Pude levá-lo para conhecer o Rei. Eu realizei um sonho do meu pai, que era louco pelo Roberto. Sempre tinha música dele tocando na minha casa... Meu pai amava “Calhambeque”, cantava pra minha mãe e ela chorava de rir — lembra Isis: — O simbolismo do Roberto, o lugar que ele ocupa no Brasil... É uma coisa que está na memória afetiva de muita gente. Na minha, não seria diferente. Sou só gratidão!

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Sophie Charlotte teve sorte parecida. Para contar e cantar a história de Duda em “O rebu” com a música “Sua estupidez”, a atriz escreveu uma carta de próprio punho pedindo a liberação de Roberto. Ele não só autorizou, como a convidou para um dueto no especial de 2014.

— Uma responsabilidade e uma honra tremendas! Essa música era uma síntese muito poética da emoção da minha personagem. Poder contar a história dependia de poder cantá-la. Escrevi a carta e, para a nossa felicidade, Roberto autorizou. A cena é uma das mais bonitas que eu já pude realizar, perante todo o elenco reunido ali naquela festa do primeiro capítulo de “O rebu”. E o registro ainda foi no dia do meu aniversário! É uma emoção que está eternizada.

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No caso de Totia Meireles, a gravação da novela “América” aconteceu durante um show de verdade de Roberto Carlos, em São Paulo.

— Qualquer romance com música do Rei ao fundo tem tudo para dar certo, né? E deu! Vera, minha personagem, e Jatobá, que era o Marquinhos Frota, foram felizes para sempre a partir daí. Quem assistiu a esse show vai se lembrar, foram dois eventos num só, luzes no palco e no camarote — recorda-se: — Na minha adolescência, sofri à base de Roberto Carlos. Essa foi a minha coroação: fazer uma cena de amor com ele cantando “A volta” ao vivo. Inesquecível!

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Já para Tiago Abravanel, é o hit “Esse cara sou eu” que ficou na memória:

— Ela era tema de “Salve Jorge”, minha primeira novela na Globo. O ano em que eu cantei no especial do Rei (2013, em homenagem a Tim Maia) foi o mesmo em que a música virou hit. Foi muito especial fazer parte dessa história.

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A próxima canção na voz de Roberto Carlos em trilha de novelas já está pronta: chama-se “A cor do amor”, em parceria com a cantora paraense Liah Soares, autora da letra e da melodia. O dueto vai embalar uma das tramas da inédita “Um lugar ao sol”, prevista para estrear no horário nobre da Globo logo após a exibição de “Império”, caso a pandemia permita a continuidade das gravações.

— Conheci Roberto há quase dez anos, por amigos em comum. Um dia, mostrei a ele umas canções em voz e violão, e essa bateu diferente. Ele me pediu que eu a enviasse, pois gostaria de ouvir com calma. Se eu já tinha ficado animada com a ideia de o Rei gravá-la, imagina quando me convidou para cantar junto! — detalha Liah: — Até a gravação, foi todo um processo. Conversamos algumas vezes sobre o arranjo e nos encontramos para definir tons, já que cantamos em regiões diferentes. Finalizamos juntos no estúdio dele, um lugar quase sagrado, sua segunda casa. Viver toda essa experiência foi um presente para mim.

“Super-herói” :“O dono do mundo” (1991)

“Pergunte pro seu coração”: “Pedra sobre pedra” (1992)

‘‘Dito e feito”: “Renascer” (1993)

“Tanta solidão”: “Tropicaliente” (1994)

“Abrazame Así”: “Por amor” (1997)

“Canzone per te”: “Terra nostra” (1999)

“A volta”: “América” (2005)

“Índia”: “Alma gêmea” (2005)

“A mulher que eu amo”: “Viver a vida” (2009)

“Nosso amor”: “Guerra dos sexos” (2012)

“Esse cara sou eu” e “Furdúncio”: “Salve Jorge” (2012)

“Cartas de amor”: “Em família” (2014)

“Sua estupidez”: “O rebu” (2014)

“Eu te amo, te amo, te amo”: “A regra do jogo” (2015)

“Sereia”: “A força do querer” (2017)