Dois palestinos morrem em Gaza em protestos perto da fronteira com Israel

(Atualiza a cifra de mortos e feridos)

Gaza, 20 abr (EFE).- Dois palestinos morreram por fogo israelense e pelo menos 40 receberam atendimento em Gaza durante a quarta sexta-feira consecutiva da campanha de protesto da Grande Marcha do Retorno, informaram fontes médicas palestinas.

Os mortos são Ahmad Rasahd, de 24 anos, e Nabil Abu Aqel, de 25, este último atingido por um disparo na cabeça, segundo comunicou o porta-voz do Ministério de Saúde em Gaza, Ashraf al Qedra, que apontou que o jovem sofria de incapacidade.

Uma porta-voz do Exército israelense disse à Agência Efe que os incidentes estão sendo investigados.

Pelo menos outras 40 pessoas foram atendidas por inalação de gás ou ferimentos de diferentes tipos, incluídos um membro dos serviços de emergência, que está em estado grave após ser atingido por um disparo na cabeça quando resgatava um palestino ferido no sul de Gaza, informou o Ministério, e um fotojornalista que usava colete antibala e capacete de acordo a testemunhas.

Com uma participação notavelmente inferior a outras convocações, centenas de pessoas compareceram aos cinco acampamentos desdobrados ao longo da Faixa junto à fronteira para participar das mobilizações que hoje levam o nome de "Sexta-feira dos Mártires e Prisioneiros", após a comemoração do Dia Nacional dos Prisioneiros Palestinos que ocorre todo 17 de abril.

Os palestinos também jogaram panfletos em direção ao território israelense mensagens em hebraico e árabe nos quais se lê: "Vocês não tem lugar na Palestina. Voltem de onde vieram... Não escutem a liderança de vocês... Estão enviando vocês à morte ou a detenções... Jerusalém é a capital da Palestina".

Além disso, os organizadores decidiram avançar 50 metros rumo à cerca de separação os acampamentos de protesto, que tinham sido erguidos a cerca de 700 metros de distância da linha divisória.

Como aconteceu nas convocações anteriores, espera-se que um maior número de pessoas chegue depois da oração do meio-dia de sexta-feira, dia da oração muçulmana, e dos alto-falantes das mesquitas e das emissoras de rádio local se pediu ao povo participe.

Várias dezenas de jovens começaram a queimar rodas no leste do enclave e, segundo disseram à Efe testemunhas, os soldados israelenses abriram fogo contra as pipas na região norte de Gaz EFE

sar-mss/ff