'Isolamento domiciliar não é descer para tomar banho de piscina e dar festa no play', diz Mandetta

Renata Mariz e André de Souza
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta

Com o avanço de casos e mortes da Covid-19 no país, o governo ampliou e reforçou recomendações para facilitar o isolamento das pessoas na tentativa de diminuir a velocidade da transmissão do novo coronavírus.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, fez um apelo apelo à população que fique em casa por 14 dias se doentes:

— Quando a gente fala: está gripado, está com sintomas, é isolamento domiciliar com a sua família. E isolamento domiciliar não é assim: eu vou descer para tomar banho de piscina e vamos dar uma festa no play. Isolamento domiciliar é isolamento domiciliar — explicou o ministro, que concluiu: — Vamos primeiro na educação e consciência. Vamos medir esta semana. Por favor, brasileiros: caso de gripe, recolha sua família e fiquem em isolamento — completou o ministro.

Ele disse que é fundamental levar a sério o isolamento de 14 dias no caso de gripe. Entre as regras emitidas nesta quinta-feira pela pasta está a de que médicos deem atestados também aos familiares do doente com síndrome gripal sem necessidade de presença dele na consulta, em locais que registram transmissão sustentada. Isso ocorre quando não é mais possível identificar a origem da infecção e já atinge, segundo o ministério, os estados de São Paulo e Pernambuco, as cidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, e a região do município de Tubarão, em Santa Catarina.

— O isolamento seletivo de quem está com gripe e seus contatos domiciliares é a medida mais eficaz até o momento para impedir a propagação da doença — afirmou o secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Erno Harzheim.

Mandetta fez outro apelo, desta vez dirigido às equipes de Saúde da Família, que reforcem suas coberturas, ampliem os atendimentos, ajudem as pessoas a não terem que sair de casa.

Ele destacou que se deve manter uma distância de dois metros entre uma pessoa e outra no convívio social que for necessário ter. Aos idosos, chegou a aconselhar que, se possível, se recolham no campo, em fazendas, ou seja, locais distantes dos grandes centros.

— A luta agora é lavarmos as mãos, fazer a higiene, ficar a dois metros das pessoas na hora dos contato sociais. Nada de beijo, aperto de mão — disse o ministro.