Israel alerta UE que etiquetar produtos das colônias complicará relações

A ministra adjunta das Relações Exteriores israelense, Tzipi Hotovely, em Barkan, Cisjordânia Ocupada, no dia 3 de novembro de 2015

Israel denunciou nesta terça-feira o projeto europeu de etiquetar produtos provenientes de suas colônias, o que, para o país, equivale a um boicote e complicará a negociação da paz com os palestinos.

A Comissão Europeia pode adotar nos próximos dias uma norma para a etiquetagem dos produtos provenientes das colônias israelenses na Cisjordânia, de Jerusalém Oriental e de Golã, segundo afirmaram autoridades israelenses.

A ministra adjunta das Relações Exteriores israelense, Tzipi Hotovely, declarou na terça-feira em uma zona industrial próxima à colônia de Ariel, que irá a Espanha, Alemanha e França a fim de convencer os europeus que desistam desse projeto.

"Nossos amigos (europeus) devem se dar conta de que, nesse momento em que o terrorismo só é protagonizado pela parte palestina, essa não é a melhor maneira de promover a coexistência", alertou.

"A etiquetagem afasta a paz", assegurou.

Uma parte dos membros da União Europeia expressou uma grande frustração pelo estado das negociações de paz entre israelenses e palestinos e pela continuidade da colonização, quer dizer, a construção por parte de Israel de moradias nos territórios palestinos ocupados desde 1967.

A Comissão Europeia trabalha há meses para aplicar uma decisão política de 2012 sobre a etiquetagem de produtos provenientes das colônias.

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