Braço direito de Hafter escapa ileso de tentativa de assassinato em Benghazi

Foto: Mauricio Sumiya/Futura Press

Trípoli, 18 abr (EFE).- Abderezzak al Naduri, chefe do Estado-Maior da Operação Dignidade, comandada pelo marechal Khalifa Hafter, escapou ileso de uma tentativa de assassinato com carro-bomba nesta quarta-feira na cidade de Benghazi.

Responsáveis do hospital de Al Yalaa, em Benghazi, revelaram que uma pessoa morreu e outras três ficaram feridas na explosão do veículo, que visava atingir o comboio militar onde estava Al Naduri, segundo fontes de segurança ouvidas pela Agência Efe.

O próprio Al Naduri apareceu horas depois na emissora local "Al Nabaa", órgão de propaganda do parlamento de Tobruk e das milícias sob o comando de Hafter, general que controla o leste da Líbia.

O atentado ocorre apenas 24 horas depois de o presidente do parlamento de Tobruk, Aquila Salah, ter chegado aos Emirados Árabes Unidos para participar da reunião de um comitê que seria responsável de escolher um substituto para Hafter, hospitalizado em Paris.

O comitê foi formado a pedido dos Emirados Árabes e do Egito, países que tentam organizar uma sucessão desde o início dos rumores sobre a saúde de Hafter. Alguns veículos de imprensa, inclusive, chegaram a afirmar que o general está morto.

Uma fonte próxima do governo interino em Tobruk afirmou na quinta-feira à "Al Nabaa" que os principais candidatos a suceder Hafter são Al Naduri e Awn al Feryani.

Al Naduri negou recentemente que o marechal, de 73 anos, está afastado do poder e acusou as forças salafistas de divulgar boatos. À "Al Nabba", o braço direito de Hafter afirmou que o comandante está na Líbia e em bom estado de saúde.

A Líbia vive uma situação de caos e guerra civil desde 2011, quando a Otan apoiou militarmente a queda de Muammar Kadafi. Atualmente, três grupos disputam o poder no país: o governo tutelado pela ONU em Trípoli, o parlamento de Tobruk, dominado por Hafter, e a poderosa aliança formada pelas cidades de Misrata e Zintan.

Ainda atuam no país dezenas de milícias e grupos terroristas, como o Estado Islâmico e a Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AMQI), além de redes mafiosas dedicadas ao contrabando de armas, combustíveis e pessoas. EFE