Israel condena clérigo muçulmano a 28 meses de prisão por incitar 'terrorismo'

(Arquivo) Xeque Raed Salah, em um tribunal em Rishon Lezion, perto de Tel Aviv

Um tribunal israelense condenou um clérigo muçulmano, nesta segunda-feira (10), a 28 meses de prisão por incitação ao "terrorismo" durante alguns distúrbios com vítimas mortais ocorridos em 2017 em um local sagrado de Jerusalém.

Raed Salah foi condenado por um tribunal de Haifa por "incitar o terrorismo" e "fazer apologia, simpatizar e encorajar o terrorismo", em declarações feitas depois que dois policiais foram mortos em um ataque ao complexo da mesquita de Haram Sharif (Esplanada das Mesquitas). O local é chamado de Monte do Templo pelos judeus.

O ataque mortal, ocorrido em 14 de julho de 2017, neste local em Jerusalém Oriental anexado por Israel, foi cometido por duas pessoas de sua cidade natal, Umm al-Fahm.

Seu grupo, um ramo radical do Movimento Islamita no norte de Israel, foi banido em 2015.

Salah também foi condenado por "apoiar uma organização ilegal", em mensagens postadas na rede do Facebook em 2015 e 2016. Nelas, convocou seus seguidores a cometerem "atos de violência, ou de terrorismo".

Nesta segunda, o tribunal de Haifa alegou que Salah, de 61 anos, fez comentários de conteúdo criminoso pelo menos três vezes após o tiroteio em Jerusalém Oriental.

De acordo com os magistrados, os atos de Salah "ameaçavam a segurança do Estado e de seus cidadãos".