Israel contempla eleição antecipada na iminência de prazo para orçamento

Maayan Lubell
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Benjamin Netanyahu e Benny Gantz durante pronunciamento em Tel Aviv

Por Maayan Lubell

JERUSALÉM (Reuters) - Israel estava a caminho de sua quarta eleição nacional em dois anos nesta terça-feira, já que o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e seu principal parceiro de governo, Benny Gantz, foram incapazes de resolver uma disputa a respeito do orçamento.

Na noite de segunda-feira, o Parlamento votou contra uma tentativa dos dois homens de adiar o prazo da meia-noite desta terça-feira para a aprovação do pacote fiscal.

Pela lei, não aprová-lo dentro do prazo obriga Israel a ir às urnas em março, e nem os parlamentares, nem o gabinete já o aprovou, um processo que é quase impossível finalizar em um único dia.

Netanyahu, que comanda o partido de direita Likud, e Gantz, ministro da Defesa que lidera o partido de centro Azul e Branco, criaram um governo de união em maio depois de três eleições inconclusivas realizadas a partir de abril de 2019.

Conforme o pacto, Gantz assume como premiê no lugar de Netanyahu em novembro de 2021 e um orçamento bienal para 2020 e 2021 tem que ser aprovado.

Mas mesmo enquanto a partilha de poder estava sendo acertada, muitos analistas argumentavam que Netanyahu, que está sendo julgado por acusações de corrupção que ele nega, não cederia seu cargo, e desde então o Likud exigiu aprovar os orçamentos separadamente, enquanto o Azul e Branco insistiu que Netanyahu se ativesse ao combinado.

Até agora, Israel tem conseguido administrar suas finanças com base em uma versão rateada do orçamento de 2019.

O impasse fiscal atual mergulhou o país em mais incerteza econômica no final de um ano no qual uma retração induzida pelo coronavírus deve reduzir o Produto Interno Bruto (PIB) em 4,5% e a taxa de desemprego está em 12,1%.

Israel iniciou sua campanha de vacinação nesta semana.