Israel destrói casa de um palestino envolvido em um ataque

Homens colocam bandeiras palestinas nas ruínas da casa de Qassam Cheblé na vila de Kobar, norte de Ramala, na Cisjordânia ocupada

O exército israelense destruiu nesta segunda-feira (11), na Cisjordânia ocupada, a casa de um palestino culpado de ter participado de um ataque com bomba que matou uma adolescente israelense em 2019, constataram jornalistas da AFP.

Com ajuda de uma escavadeira, soldados destruíram nesta madrugada o segundo andar de uma casa ocupada por Qassam Cheblé, na vila de Kobar, norte de Ramallah.

Pouco depois, jovens palestinos jogaram pedras contra os soldados, afirmou o exército em comunicado.

Uma pessoa, que foi ferida na cabeça por um cartucho de gás lacrimogêneo, foi levada a um hospital. Outras quatro feridas levemente foram atendidas no local, segundo o Crescente Vermelho palestino.

Qassam Cheblé é acusado de ter fabricado o explosivo que matou Rina Shnerb, de 17 anos, e feriu seu pai e seu irmão em um ataque em agosto de 2019, próximo à colônia israelense de Dolev, no noroeste de Ramallah.

Outras três pessoas foram presas pelo ataque e julgadas por um tribunal militar.

A família de Qassam Cheblé apelou em vão ao Supremo Tribunal de Israel contra a demolição da casa, argumentando que se trata de um castigo coletivo.

Israel destrói regularmente as casas dos palestinos acusados de terem realizado ataques anti-Israel, devido ao caráter dissuasivo das medidas.

O ministro da Defesa, Naftali Bennett, reiterou em um comunicado nesta segunda-feira que a "destruição de casas é uma medida importante para dissuadir os terroristas".

As casas de outras duas pessoas acusadas neste caso também foram destruídas pelo exército israelense em março.

Organizações de defesa dos direitos humanos denunciam a demolição de casas como um castigo coletivo.