Israel anuncia detenção de familiares de palestinos que fugiram da prisão

·2 minuto de leitura
As forças de segurança israelenses patrulham perto da fronteira, em Muqeibila, Israel (AFP/Jalaa Marey)

O Exército israelense prendeu na Cisjordânia ocupada ao menos seis familiares de palestinos que fugiram de uma prisão em Israel no início desta semana e que ainda não foram capturados, informou uma organização palestina de defesa dos prisioneiros nesta quarta-feira (8).

As forças israelenses realizam um rastreamento em massa desde a fuga, na segunda-feira, de seis palestinos membros de grupos armados de uma prisão de alta segurança no norte do país e através de um túnel cavado sob uma pia.

Mobilizaram drones de vigilância e estabeleceram controles nas estradas, principalmente na Cisjordânia ocupada e nos arredores do enclave da Faixa de Gaza para tentar encontrar os prisioneiros, alguns deles condenados à prisão perpétua pelo seu papel em ataques contra Israel.

Dois irmãos de Mahmud Ardah, acusado pela mídia local de ser o idealizador da operação, foram detidos pelo Exército israelense, de acordo com um comunicado do Clube de Prisioneiros Palestinos.

Um primo de Ardah também fugiu. E dois de seus irmãos foram presos, assim como o médico Nidal Ardah, parente deles, acrescentou a associação.

O pai de Munadel Infeiat, outro fugitivo membro do grupo armado Jihad Islâmica, também foi detido, segundo a fonte.

É provável que outros familiares desses fugitivos tenham tido o mesmo destino, informou à AFP Amani Sarahné, porta-voz do Clube de Prisioneiros Palestinos, acrescentando que alguns parentes deles foram interrogados e liberados.

Consultado pela AFP, o Exército israelense - que ocupa a Cisjordânia desde 1967 - confirmou que "houve várias detenções durante a noite", negando-se a fornecer mais detalhes.

A Justiça israelense emitiu uma ordem proibindo a divulgação dos detalhes da investigação, enquanto a imprensa local tenta levantar o véu que cobre este caso embaraçoso e delicado, já que as autoridades temem, entre outras coisas, que os palestinos em fuga cometam ataques.

"É direito de todo prisioneiro buscar a forma de alcançar sua liberdade", declarou na terça-feira o primeiro-ministro palestino, Mohamad Shtayyé, manifestando-se "feliz" com a fuga.

Na Faixa de Gaza e em Jenin - cidade no norte da Cisjordânia, de onde procedem alguns dos fugitivos - muitas pessoas foram para as ruas na segunda-feira, para celebrar a fuga desses prisioneiros, vistos como "heróis", mas também os homens mais procurados por Israel.

he/ha/cgo/all/age/zm/aa

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos