Israel envia mais tropas à Cisjordânia para encontrar palestinos foragidos

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As forças de segurança israelenses patrulham perto da fronteira, em Muqeibila, Israel (AFP/Jalaa Marey)

O exército israelense anunciou nesta quarta-feira (8) o envio de reforços militares na Cisjordânia ocupada para capturar os seis prisioneiros palestinos que escaparam de uma prisão e "prevenir" possíveis atos de violência.

Em nota, o exército israelense indicou que para prender os fugitivos "foi decidido estender o fechamento geral da Judeia e Samaria", nome que Israel dá à Cisjordânia. O fechamento vai até meia-noite de sexta-feira, "sujeito a avaliação da situação".

O chefe do exército, general Aviv Kohavi, resolveu "reforçar as tropas na Judeia e Samaria com unidades de combate e unidades de observação aérea para ajudar a capturar prisioneiros de segurança e prevenir ataques terroristas", disse o exército em comunicado.

As forças israelenses realizam uma busca maciça desde a fuga, na última segunda-feira, de seis membros palestinos de grupos armados de uma prisão de alta segurança no norte do país e por meio de um túnel cavado sob uma pia.

Drones de vigilância foram implantados e bloqueios de estradas foram montados, especialmente na Cisjordânia ocupada e ao redor do enclave da Faixa de Gaza para tentar encontrar os fugitivos, alguns dos quais foram condenados à prisão perpétua por seu papel em ataques contra Israel.

O Exército israelense deteve pelo menos seis parentes de palestinos fugitivos na noite de terça a quarta-feira, disse o Clube de Prisioneiros Palestinos em um comunicado.

Dois irmãos de Mahmud Ardah, identificados pela mídia local como os arquitetos da operação, foram detidos pelo exército israelense, disse a fonte em um comunicado.

O primo de Ardah também fugiu. Dois de seus irmãos foram presos, assim como o médico Nidal Ardah, um parente deles, acrescentou a associação. O pai de Munadel Infeiat, outro membro fugitivo do grupo armado Jihad Islâmica, também foi detido, segundo a fonte.

Outros parentes desses fugitivos provavelmente sofreram o mesmo destino, disse Amani Sarahneh, porta-voz do Clube dos Prisioneiros Palestinos, acrescentando que alguns foram interrogados e libertados.

Entre os fugitivos está Zakaria al Zubeidi, um conhecido ex-líder do grupo armado das Brigadas de Mártires de Al Aqsa, braço armado da organização Fatah do presidente Mahmoud Abas.

Questionado pela AFP, o exército israelense, que ocupa a Cisjordânia desde 1967, confirmou que "houve várias prisões durante a noite".A justiça israelense emitiu uma ordem proibindo dar detalhes da investigação e teme que os palestinos em fuga cometam ataques.

"É direito de todo prisioneiro buscar uma maneira de alcançar sua liberdade", declarou o primeiro-ministro palestino, Mohamad Shtayyeh, na terça-feira, dizendo que estava "feliz" com a fuga.

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