Israel inicia testes da 4ª dose de vacina contra Covid à espera de aval de ministério

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O professor Jacov Lavee recebe uma quarta dose da vacina contra a doença coronavírus (COVID-19) como parte de um ensaio em Israel, enquanto o Ministério da Saúde está considerando oferecer a segunda dose de reforço para idosos e imunocomprometidos no Sheba Medical Center em Ramat Gan, Israel. 27 de 2021. REUTERS / Ronen Zvulun
Idoso recebe uma quarta dose da vacina contra a doença coronavírus (COVID-19) como parte de um ensaio em Israel, enquanto o Ministério da Saúde está considerando oferecer a segunda dose de reforço para idosos e imunocomprometidos no Sheba Medical Center em Ramat Gan, Israel. 27 de 2021. (Foto: REUTERS / Ronen Zvulun)

Um hospital de Israel administrou quartas doses de vacina contra Covid-19 a um grupo de teste nesta segunda-feira (27), enquanto o país cogita aprovar a ação para populações vulneráveis na tentativa de debelar uma disparada de infecções atiçada pela variante Ômicron do coronavírus.

O imunizante será aplicado em mais de 6 mil pessoas, entre elas, mais de 150 profissionais da saúde.

O estudo do Centro Médico Sheba de Ramat Gan, nos arredores de Tel Aviv, "se concentrará na eficácia da vacina para a produção de anticorpos, e sua segurança, de forma a determinar se uma quarta vacina é necessária em geral", disse um porta-voz. 

O estudo será realizado em parceria com o Ministério da Saúde de Israel - o governo espera os resultados para começar a administrar a quarta dose para a população com mais de 60 anos, com problemas de imunidade e profissionais da saúde.

Segundo o professor Gili Regev - Yochay, médico do Sheba, o estudo vai testar o efeito da quarta dose de vacina no nível de anticorpos, prevenção de infecção e verificação de segurança. A expectativa é que os estudos apontem em qual público a imunização é mais recomendada.

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Na semana passada, uma comissão de especialistas do Ministério da Saúde recomendou que Israel se torne o primeiro país a oferecer uma quarta dose de vacina, também conhecida como segundo reforço, para as pessoas de mais de 60 anos, as que sofrem com sistemas imunológicos comprometidos e profissionais de saúde.

A proposta foi acolhida pelo governo israelense, que vê a procura por vacinas estacionar.

A campanha foi anunciada neste domingo, mas foi atrasada pelo Ministério da Saúde devido à revisão dos dados preliminares. Os indicativos sugerem que infectados com a variante Ômicron têm entre 50% e 70% menos probabilidades de precisar de hospitalização que doentes com a variante Delta.

DIRETOR DO MINISTÉRIO NÃO DEU 'LUZ VERDE' PARA 4ª DOSE

Mas a quarta dose ainda aguarda a aprovação final do diretor-geral do ministério, Nachman Ash, médico cuja decisão será tomada sem intervenção governamental, disseram autoridades.

Ash não deu “luz verde” para o início da quarta campanha de vacinação e afirmou que quer analisar os estudos e dados disponíveis sobre a eficácia da imunização. Dada a preocupação com a falta de dados de testes, Ash pode retificar os critérios de seleção elevando o patamar de idade para 70 anos e tirando os profissionais de saúde da lista, noticiou a mídia israelense.

O Ministério da Saúde nem confirmou, nem negou a informação, e tampouco disse para quando se espera a decisão de Ash.

A VACINAÇÃO CONTRA COVID-19 EM ISRAEL 

Cerca de 63% dos 9,4 milhões de habitantes de Israel já receberam as primeira duas doses de vacina, de acordo com dados da pasta, e quase 45% também receberam uma dose de reforço. Quase dois mil casos confirmados ou possíveis da variante Ômicron foram registrados.

Israel foi o país que começou mais rapidamente a administrar as vacinas iniciais um ano atrás e se tornou um dos primeiros a observar que a imunidade regride com o tempo, reagindo com um programa abrangente de doses de reforço.

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