Israel não se oporá à venda de material militar dos EUA aos Emirados Árabes

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O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em coletiva de imprensa em Jerusalém em 13 de agosto de 2020.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em coletiva de imprensa em Jerusalém em 13 de agosto de 2020.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta sexta-feira (23) que Israel não se oporá à venda de equipamentos militares de última geração para os Emirados Árabes Unidos. 

"Israel não irá se opor à venda desses sistemas aos Emirados Árabes Unidos", disse Netanyahu em um comunicado, comentando a visita esta semana de seu ministro da Defesa, Benny Gantz, a Washington para discutir a venda pelos Estados Unidos de equipamentos militares de ponta para os Emirados, incluindo aeronaves F-35. 

Essa declaração do primeiro-ministro veio minutos após o anúncio em Washington de um acordo de normalização entre Israel e o Sudão, que este ano se torna o terceiro país árabe a reconhecer oficialmente o estado hebraico, depois dos Emirados Árabes Unidos e do Bahrein. 

Uma das questões delicadas a esses acordos de normalização é a venda de caças F-35 dos Estados Unidos para os Emirados Árabes Unidos, o que ameaça, segundo autoridades israelenses, a vantagem tecnológica do Estado hebreu no Oriente Médio.

Desde a década de 1960, os Estados Unidos mantêm uma política de "vantagem militar qualitativa" (QME) segundo a qual os Estados Unidos garantem que Israel tenha o melhor equipamento militar da região. 

Israel recebeu os primeiros suprimentos de F-35 dos EUA nos últimos anos, um avião de combate cobiçado por outros países do Golfo, como os Emirados Árabes Unidos.

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