Israel prevê 16.000 autorizações de trabalho adicionais para palestinos

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Mesquita Dome of the Rock, no complexo da mesquita Al-Aqsa, em Jerusalém

Israel planeja conceder 16.000 autorizações de trabalho adicionais a palestinos que trabalham no setor de hotelaria e construção, declararam várias fontes nesta quarta-feira (28).

"Israel tem a intenção de adicionar 15.000 trabalhadores à cota de palestinos residentes em Judea-Samaria [nome que dá à Cisjordânia ocupada, ndlr] e que trabalham no setor da construção", anunciou o COGAT em um comunicado.

Outras mil autorizações de trabalho serão concedidas a palestinos que trabalham em hotéis israelenses, informou este órgão militar que coordena as atividades de Israel nos Territórios Palestinos.

Este anúncio chega após as negociações entre o ministro da Defesa Benny Gantz e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abas.

O governo deve confirmar esta decisão no início de agosto, informou à AFP um responsável de segurança.

"Queremos colocá-la em marcha o mais rápido possível. É de interesse de ambas as partes", israelenses e palestinos, acrescentou.

Com este aumento, um total de 106.000 palestinos terão o direito de trabalhar em Israel e outros 30.000 nas colônias na Cisjordânia, informou esta fonte, que pediu anonimato.

Para Shaher Saad, secretário-geral da federação palestina de sindicatos, "Israel precisa desesperadamente deste número de trabalhadores, especialmente desde que perdeu muitos trabalhadores estrangeiros" pela pandemia.

À frente do COGAT, o general Rassan Alian estimou que o aumento do número de autorizações "reforçaria as economias israelenses e palestinas e contribuiria amplamente para a estabilidade e segurança de Judea-Samaria".

Os palestinos que vivem na Cisjordânia geralmente optam por trabalhar em Israel ou nas colônias para obterem um salário melhor, embora critiquem receber menos que os israelenses.

Nenhum palestino residente na Faixa de Gaza, enclave governado pelo movimento armado Hamas e sob bloqueio israelense desde 2007, poderá optar pela permissão de trabalho, segundo a fonte de segurança.

Antes da pandemia de covid-19, quase 7.000 habitantes de Gaza -- do total de dois milhões de habitantes do enclave-- estavam autorizados a trabalhar em Israel. Sua permissão foi suspensa por causa do surgimento do coronavírus.

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