Israel, primeiro país a proibir comércio de peles para moda

·1 minuto de leitura
(Arquivo) Em 1950, modelos vestem casacos de pele em Paris

Israel baniu nesta quarta-feira (9), por decreto ministerial, o comércio de peles para moda, tornando-se o primeiro país a adotar uma legislação tão rígida, anunciou o Ministério do Meio Ambiente.

"O comércio de peles, importação e exportação, será proibido, exceto quando for feito para pesquisa, ensino e algumas tradições religiosas", informou o ministério em um comunicado, no qual especifica que a medida entrará em vigor em seis meses.

Assim, a sua utilização para a confecção do "Schtreimel", chapéu usado por alguns judeus ultraortodoxos, continuará a ser autorizada.

"A indústria do comércio de peles causa sofrimentos inimagináveis aos animais e este decreto vai transformar o mercado da moda israelense, aprimorando-o no campo do respeito" à natureza, disse em comunicado Gila Gamliel, ministra do Meio Ambiente.

A instituição também publicou uma carta enviada por Jane Halevy-Moreno, diretora da Coalizão Internacional Antipeles (IAFC, por sua sigla em inglês), na qual ela comemorava o decreto e o qualificava como um "gesto histórico".

Em 1976, Israel proibiu a criação de animais para obtenção de suas peles.

Vários países baniram parcialmente o comércio deste material, especialmente quando se trata de espécies ameaçadas de extinção, como focas.

Até agora, a proibição total só se aplica a algumas cidades, como São Paulo, no Brasil, ou no estado da Califórnia.

Na Índia, regulamentações semelhantes foram impostas em nível nacional, mas apenas para pele de vison, raposa e chinchila.

mib/dar/vl/jvb/mb/bn