Israel proíbe entrada de estrangeiros para conter avanço do cornavírus

O Globo e agências internacionais

TEL AVIV — Depois de adotar uma polêmica tecnologia para a vigilância de telefones celulares, Israel fechou nesta quarta-feira todas suas fronteiras aos estrangeiros, exceto os que moram no país, para combater a pandemia do novo coronavírus. Até hoje, foram registrados 433 infectados em Israel, que fechou todos os centros de lazer, escolas e universidades. O governo também proibiu os deslocamentos "não essenciais".

A medida de emergência, aprovada pelo gabinete do premier Benjamin Netanyahu, permitirá ao serviço de Inteligência israelense infiltrar os celulares de pessoas infectadas pelo vírus, para que seus passos sejam traçados.

"Após as recomendações do Ministério da Saúde, ficou decidido que, a partir de hoje, estrangeiros não poderão entrar", assinalou a pasta do Interior em comunicado.

Até então, estrangeiros que comprovassem a possibilidade de ficar em quarentena por 14 dias podiam entrar no país. Além do monitaramento dos celulares, o Ministério da Saúde publicou novas diretrizes instruindo a população a ficar em casa e adicionou praias e parques à lista de lugares — como escolas, shoppings, restaurantes e teatros — que foram fechados para o público. Há também recomendações em vigor para que não haja aglomerações com mais de 10 pessoas.