Israel proíbe visitas aos presos palestinos em greve de fome

Manifestantes seguram retratos de palestinos presos durante protesto em Ramallah, em 17 de abrul de 2017

Israel impede há oito dias qualquer contato com os 1.500 detidos palestinos que estão em greve de fome, afirmou nesta terça-feira à AFP Fedwa Barghouthi, esposa do líder movimento, Marwan Barghouthi.

"As organizações internacionais como a Cruz Vermelha, os deputados árabes-israelenses e os advogados foram proibidos de visitar os presos em greve", declarou esta advogada que, como seu marido, é responsável de alto escalão do partido Al-Fatah do presidente Mahmoud Abbas.

"Estas medidas de Israel são ilegais e infringem os direitos humanos mais básicos", advertiu.

Os advogados conseguiram que a Suprema Corte israelense declarasse esta proibição como ilegal, entretanto, "se surpreenderam ao descobrir, já na prisão, que não estavam autorizados a visitar os presos com o pretexto de que seu estado de saúde não o permitia", acrescentou Fedwa Barghouthi.

Marwan Barghouthi, condenado há 15 anos por Israel à prisão perpétua por atentados mortais durante a segunda Intifada, a sublevação palestina entre 2000 e 2005 contra a ocupação israelense, lançou em 17 de abril um chamado à greve de fome para exigir condições de detenção mais "dignas".

Desde então, mais de mil palestinos prisioneiros em Israel se recusam a se alimentar até que consigam visitas médicas regulares e acesso ao telefone, entre outras demandas.