Promotoria se opõe à libertação de candidato a presidente da Catalunha

Madri, 20 mar (EFE).- A Promotoria do Tribunal Supremo se opôs ao pedido de liberdade do nacionalista Jordi Sánchez, candidato à Presidência da região da Catalunha, por entender que existe risco de reiteração delitiva, informaram fontes jurídicas.

O Tribunal Supremo revisou nesta terça-feira o recurso da defesa de Sánchez contra o auto de prisão estipulado em fevereiro, em uma audiência na qual o político defensor da soberania da Catalunha esteve presente para defender seu direito de comparecer ao Parlamento autônomo para que seja realizado o plenário de sua posse, que não tem data marcada.

Sánchez cumpre prisão preventiva desde meados de outubro do ano passado acusado de insurreição por seu papel no processo independentista da Catalunha.

Seu nome foi proposto recentemente pelo presidente da Câmara autônoma depois da desistência do primeiro candidato, Carles Puigdemont, foragido da justiça espanhola na Bélgica.

Anteriormente, a Promotoria pediu a libertação sob uma fiança de 100 mil euros do ex-conselheiro de Interior catalão Joaquim Forn, acusado de rebelião e insurreição e preso desde o início de novembro.

Este pedido abre a perspectiva de uma libertação para Forn, mas no caso de Sánchez é pouco provável que seja aceito.

Fontes do Supremo apontaram à Agência Efe que hoje não deve haver uma resolução sobre os pedidos de liberdade de Forn e Sánchez, já que os magistrados que integram a Sala de Recursos do Tribunal levarão tempo para deliberar. EFE