Israel registra queda de 60% nas internações por Covid-19 entre maiores de 60 anos após primeira dose da Pfizer

Extra, com agências internacionais
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País com programa mais veloz de vacinação contra a Covid-19 no mundo, Israel registrou uma queda de 60% nas hospitalizações de pacientes com mais de 60 anos três semanas após a aplicação da primeira dose do imunizante da Pfizer/BioNTech, de acordo com uma provedora de saúde israelense.

Segundo estudos clínicos, a vacina começa a ter efeito no organismo um mês após a primeira dose. No entanto, a provedora de saúde Maccabi informou que o imunizante provocou uma queda nas hospitalizações apenas três semanas depois da primeira fase de vacinação.

Em meados de janeiro, o Ministério da Saúde israelense já havia anunciado que uma redução de 50% nas infecções registrada 14 dias após a aplicação da primeira dose, segundo o jornal "Times of Israel". Além disso, a própria Maccabi já havia projetado, com base em dados preliminares, que o início da campanha de vacinação causaria uma queda de cerca de 60% nas hospitalizações. Mas ainda não estava claro se os efeitos da vacina foram igualmente relevantes entre aqueles que têm propensão a desenvolver sintomas leves da Covid-19 e aqueles que tendem a manifestar sintomas graves.

Agora, a Maccabi afirma ter observado uma redução de 60% nas hospitalizações de pessoas com mais de 60 anos, que tendem a desenvolver formas mais severas da doença, no 23º dia após a primeira dose — dois dias após a aplicação da segunda. De maneira geral, a queda nas internações começa a ser observada a partir do 18º dia após a primeira fase de vacinação, diz ainda a provedora.

A pesquisa envolveu 50777 pacientes. O estudo comparou as taxas de hospitalização de antes e depois do início da vacinação, usando média móvel de 7 dias. No 13º dia após a primeira dose, a taxa de infecção entre pessoas com mais de 60 anos vacinadas foi similar à da população com mais de 60 anos em geral. Já no 23º dia, o número de infecções entre as pessoas com mais de 60 anos em geral (18) foi três vezes maior do que entre as pessoas com mais de 60 anos vacinadas (6).

Diretora de doenças infecciosas do maior hospital israelense, o Sheba Medical Center, Galia Rahav pontua, porém, que a queda observada pode resultar também do comportamento de muitos recém-vacinados de aderir às regras de lockdown após a primeira dose do imunizante. Mas ela reconhece a importância dos novos dados:

— Eles têm um impacto porque, em meio a altas taxas de infecção e à disseminação de novas variantes, é difícil ver em plano mais amplo como a vacinação está influenciando as coisas — disse ela ao jornal "Times of Israel".

De acordo com a plataforma "Our World In Data", Israel já vacinou 3,62 milhões de pessoas, o que corresponde a 1,90 dose por 100 habitantes — a maior proporção de vacinados do mundo.