Israelenses evacuam colônia de Eviatar após acordo

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Palestinos observam a colônia Eviatar perto de Nablus na Cisjordânia ocupada em 2 de julho de 2021

A colônia Eviatar, construída sem autorização na Cisjordânia ocupada, estava prestes a ser desmontada nesta sexta-feira (2), sob um acordo com o novo governo israelense, constatou um jornalista da AFP.

Vários veículos deixaram a colônia pouco antes das 16h00 (10h00, em Brasília), prazo estabelecido no acordo.

Os colonos de Eviatar, instalados desde o início de maio em uma colina perto de Nablus, no norte da Cisjordânia, violaram as leis internacionais e israelenses, cujo governo não os havia autorizado a estabelecer uma nova colônia.

"Espero que possamos voltar aqui em breve", disse Sarah Lisson, mãe de seis filhos, à AFP. "Podemos construir uma grande casa".

Pelo acordo, os colonos devem deixar Eviatar, mas suas casas móveis, que são uma dúzia, permanecerão lá, pelo menos até que o Ministério da Defesa termine de examinar os direitos de propriedade das terras para determinar se podem ser consideradas israelenses.

Se o ministério decidir a favor dos moradores, eles poderão se estabelecer permanentemente. Enquanto isso, o exército israelense permanecerá no local.

A Cisjordânia é um território palestino ocupado por Israel desde 1967 e todas as colônias israelenses lá encontradas são consideradas ilegais pelo direito internacional.

Assim que os colonos se mudaram para Eviatar, os palestinos expressaram sua oposição queimando pneus, fazendo barulho e soltando fogos de artifício para incomodá-los e empurrá-los para sair. Quatro palestinos foram mortos no espaço de um mês em vários confrontos com o exército israelense à margem desses protestos.

O governo israelense, liderado pelo radical de direita Naftali Bennett - próximo aos colonos -, está dividido há várias semanas sobre a questão de Eviatar.

O acordo alcançado com os colonos foi rejeitado pelas formações de esquerda e também por um oficial local de Beita, uma aldeia palestina perto de Eviatar.

"Os confrontos e manifestações continuarão enquanto um colono ou soldado permanecer em nossas terras", declarou à AFP na quinta-feira.

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