‘Isso aqui tá bom demais’ para celebrar Dominguinhos

Ricardo Ferreira
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Lenda da sanfona brasileira, Dominguinhos (1941-2013) é homenageado na terceira edição do Festival Toca, que promove uma l ive gratuita hoje para celebrar os 80 anos de nascimento do cantor e compositor pernambucano, em 12 de fevereiro. Dividido em três módulos, o encontro será transmitido do palco do Teatro Riachuelo, a partir das 19h, no YouTube (/SarauAgencia e /TeatroRichueloRio).

Intitulada de “Instrumental sanfônico”, a primeira parte do show terá apenas músicas instrumentais de Dominguinhos, executada pela Orquestra Sanfônica do Rio de Janeiro. O grupo, formado por 16 sanfoneiros, um percussionista, um zabumbeiro, um trianglista, um baixista e três cantores, é comandado por Marcelo Caldi, que também é diretor musical do espetáculo e tocará ao longo de toda a apresentação.

— O Dominguinhos fazia questão de colocar pelo menos uma ou duas músicas instrumentais em todos os seus discos. Porque ele era um sanfoneiro absurdo, muito qualificado, que podia tocar de tudo — explica Marcelo Caldi, adiantando o repertório. — Nessa parte do show, vamos tocar “Homenagem ao Mestre Chicão”, que ele fez para o pai, “Homenagem ao Mestre Januário”, escrita para o pai de Luiz Gonzaga, “Princesinha do choro”, que lembra os chorões antigos, além de um clássico dele chamado “Nilopolitano”, que todos os sanfoneiros querem tocar, por ser bem virtuosístico — conta o músico.

No segundo ato da noite, entram em cena Durval Pereira (zabumba), Beto Lemos (sanfona) e Marfa Kourakina (baixo), que terão a participação dos cantores Marcelo Mimoso e Juliana Linhares para um momento mais romântico do cancioneiro de Dominguinhos, com músicas como “De volta pro aconchego” e “Contrato de separação”. Tudo para desaguar num forró pra cima, comandado por Lucy Alves, que encerra a noite com hits como “Eu só quero um xodó”, “Pedras que cantam”, “Sanfona sentida” e “Isso aqui tá bom demais”.

— Eu penso que é um show crescente. Depois de um momento mais introspectivo, a Lucy faz o forró, o baião, as coisas mais pesadas, as quadrilhas, que são mais alegres — diz Caldi.

Ainda na noite de hoje, será anunciada a abertura das inscrições da etapa regional (apenas para o Rio de Janeiro) do Festival da Canção, parte integrante do Toca, em que compositores devem enviar músicas inéditas.

— A gente sempre fazia o Festival da Canção e depois uma mostra com shows. Dessa vez invertemos. Resolvemos homenagear o Seu Domingos, já que não tivemos carnaval, e antecipamos o show. É uma obra muito especial — conta Andréa Alves, diretora geral do festival.