Itália abre Eurocopa mirando resgate do passado

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Em julho de 2006, a Itália viveria sua última grande glória no futebol. A conquista da Copa do Mundo da Alemanha foi o ápice de uma geração extremamente talentosa apoiada em um safra de jogadores que surfava num grande momento da liga doméstica do país. Reformulada e tentando encontrar o caminho certo para voltar a ser a competitiva azzurra tetracampeã do mundo, a equipe abre nesta sexta-feira a Euro 2020, quando enfrenta a Turquia, em Roma, às 16h (de Brasília, com transmissão do SporTV).

Há uma certa máxima no futebol internacional de que não se deve subestimar a Itália, afinal, a squadra tende a surpreender em momentos de suposta fragilidade, como se esperaria após o fracasso em ir ao Mundial de 2018. Entretanto, é difícil definir um status certo para a tetracampeã mundial.

Roberto Mancini, que fechará seu ciclo na Copa do Qatar, no ano que vem, tem conseguido formatar a escalação ideal em meio a uma equipe desnivelada entre opções para defesa e ataque, comparados ao fortíssimo meio-campo.

A Itália não perde uma partida desde setembro de 2018, quando levou 1 a 0 de Portugal. São 22 vitórias e cinco empates. O time ainda não foi vazado este ano e chega embalado por duas goleadas (7 a 0 contra San Marino e 4 a 0 na República Tcheca, que estará na Euro) e exibições sólidas nas Eliminatórias.

— Estava confiante há três anos, quando cheguei, e estou ainda mais agora. Trabalhamos bem, temos jogadores talentosos e um senso de unidade. Estamos gostando de atuar juntos e queremos seguir assim — diz Mancini, ressaltando que a estreia é sempre "mais difícil".

Ainda que dores de cabeça para Roberto Mancini, os problemas físicos mostram a força da equipe italiana no meio. O treinador já havia perdido Sensi (Inter de Milão), que foi substituído por Pessina (Atalanta). Nesta quinta-feira, foi a vez de Lorenzo Pellegrini, da Roma, deixar a delegação com um problema muscular, e Castrovilli (Fiorentina) foi escolhido como substituto. Para a estreia, Mancini dificilmente terá Verratti (PSG), que se recupera de cirurgia no joelho. Mesmo com todos esses desfalques, a tendência é que o técnico escale um forte tridente com Barella, Jorginho e Locatelli.

— As lesões de Sensi e Pellegrini são desapontadoras. Lorenzo pode fazer várias funções em campo, assim como Stefano. Eles mereciam jogar essa Eurocopa. Infelizmente, essas coisas podem acontecer na nossa linha de trabalho — lamentou Mancini.

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