Itália abre exceção aos migrantes mais vulneráveis do SOS Humanity

Depois de aprovar um decreto que literalmente fecha os portos italianos à entrada de navios humanitários com migrantes, o governo de Giorgia Meloni acabou por deixar desembarcar os passageiros do SOS Humanity na Sicília. Mas não todos.

Perante protestos para que as autorizações se generalizem, apenas os menores e as pessoas com problemas médicos urgentes puderam sair.

O ministro italiano do Interior, Matteo Piantedosi, afirma que os migrantes resgatados do Mediterrâneo devem ser acolhidos pelos países nos quais as embarcações estão registadas.

Lucia Blanco Soto, dos Médicos Sem Fronteiras, afirma que "não há espaço nos barcos para as pessoas se distanciarem e que é muito fácil as doenças espalharem-se".

Há cerca de mil passageiros nos três navios humanitários que se encontram ao largo de Itália.

Membros da oposição italiana denunciam que selecionar entre migrantes vítimas de naufrágio é uma violação flagrante do direito internacional.