Itália aumenta em 64% número de leitos para cuidados intensivos

Enfermeira conforta outra em 13 de março de 2020 no hospital Cremona, sudeste de Milão

A Itália, país mais atingido pelo novo coronavírus, aumentou em 64% o número de leitos disponíveis nos serviços de terapia intensiva, anunciou uma autoridade do governo.

"Os leitos de terapia intensiva na Itália passaram de 5.343 para 8.370, o que representa um aumento de 64%", declarou o alto comissário para a luta contra o coronavírus, Domenico Arcuri.

O número de leitos em pneumologia e doenças infecciosas passou "de 6.625 para 26.169, ou seja, quadruplicou", acrescentou Arcuri.

"Precisamos de mais material, mais leitos, mais pessoal: precisamos lançar uma revolução em nosso sistema de saúde", disse o funcionário.

A epidemia de COVID-19 já matou mais de 6.000 pessoas na Itália.

Arcuri estimou que são necessários 90 milhões de máscaras por mês para atender à demanda.

"O setor têxtil nos garantirá 50 milhões por mês, mas precisamos de pelo menos 90 milhões. Contamos com a adesão (ao programa de produção) de outras empresas para alcançar a auto-suficiência", insistiu.

"Em um horizonte de dois meses" a Itália dependerá "menos das importações, da concorrência entre os países e da guerra comercial em que estamos afundados", afirmou.

Enquanto isso, a cada semana, "8 milhões de máscaras FFP2-3 e 6 milhões de máscaras cirúrgicas chegarão da China a partir de 29 de março. Nossos aviões irão coletar o material onde quer que esteja", disse ele.

Em relação aos respiradores artificiais, "passamos de 13 para 17 distribuídos por dia, cinco vezes mais", disse Arcuni.

"Ainda é pouco, mas estamos confiantes de que os números podem subir rapidamente para as metas que estabelecemos", afirmou.