Itália concede nacionalidade à famosa juíza afegã que deixou o país

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(Arquivo) Maria Bashir (cen.) posa ao lado da então secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton (dir.), e da então primeira-dama, Michelle Obama (esq.), durante a entrega do Prêmio Internacional às Mulheres de Coragem, em 2011, em Washington (AFP/CHIP SOMODEVILLA)

A Itália concedeu nacionalidade à magistrada afegã Maria Bashir, a primeira mulher a ocupar o cargo de procuradora-geral em seu país, do qual foi evacuada em setembro, informaram as autoridades italianas nesta quinta-feira (11).

Maria Bashir "trabalhou em estreita colaboração com as autoridades italianas durante sua presença no país, contribuindo para o fortalecimento das instituições e do Estado de direito em geral", disse o Conselho de Ministros italiano, que deu a autorização final à decisão sobre sua nacionalidade na quarta-feira.

A jurista, de 51 anos, se tornou procuradora-geral da província de Herat, no oeste do Afeganistão, em 2009. Durante o período em que ocupou o cargo, lutou contra a corrupção, a violência contra as mulheres e o casamento forçado de crianças.

Em 2011, recebeu o Prêmio Internacional às Mulheres de Coragem, que é concedido pelo governo dos Estados Unidos, e também foi incluída na lista das 100 personalidades mais influentes do mundo da revista Time.

"A Itália quer assim manifestar o seu apoio a todas as mulheres afegãs, que continuam lutando por liberdade e direitos, e pagando um preço muito alto por isso", afirmou nesta quinta-feira a ministra da Justiça italiana, Marta Cartabia, em nota.

Maria Bashir, por sua vez, agradeceu ao presidente italiano, Sergio Mattarella, que assinou o decreto de sua nacionalidade, por "esta grande honra".

"Espero poder trabalhar ainda mais pelas mulheres afegãs, com a ajuda de nossos amigos italianos", disse a magistrada, citada pela agência Ansa.

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