Itália dá nacionalidade a bebê Alfie para evitar que seja desconectado

Alfie em uma foto de 5 de abril de 2018

A Itália concedeu a nacionalidade italiana ao britânico Alfie Evans, um bebê de 23 meses hospitalizado em estado vegetativo a quem um tribunal negou tratamentos adicionais, com a esperança de evitar que o desconectem e de facilitar sua transferência para Roma.

Os ministros de Relações Exteriores, Angelino Alfano, e do Interior, Marco Minniti, concederam a cidadania em tempo recorde para o pequeno Alfie.

Com a decisão, o governo italiano espera que se acelere a transferência para a Itália, explicou o Ministério de Relações Exteriores em uma breve declaração.

Alfie, nascido em 9 de maio de 2016, sofre de uma rara doença neurológica degenerativa e precisa de assistência respiratória desde dezembro de 2016.

Ele está hospitalizado em Liverpool (centro-oeste da Inglaterra), onde os médicos e a Justiça decidiram suspender todos os tratamentos, pois sua condição é considerada irreversível.

Em Roma, o hospital pediátrico Bambino Gesù, que é ligado ao Vaticano, se ofereceu para atender o menino.

Nesta segunda-feira, a diretora do hospital romano, Mariella Enoc, e um médico anestesista viajaram a Liverpool para se encontrarem com os funcionários do hospital, que se negaram a recebê-los, de acordo com a agência italiana de notícias AGI.

O papa Francisco pediu em diversas ocasiões públicas que o bebê seja mantido vivo e recebeu, em uma audiência privada, o pai da criança, Tom Evans.

Tanto a Corte Suprema Britânica, quanto o Tribunal de Apelações e o Tribunal de Cassação se negaram a reconsiderar o caso.

Os pais do bebê querem explorar outros tratamentos especializados na Itália e esperam que os médicos do hospital pediátrico de Roma consigam fazê-lo.