Itália proíbe lote de vacina da AstraZeneca após duas mortes, diz fonte

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Seringa com dose da vacina da AstraZeneca contra Covid-19 no complexo militar de Cecchignola, perto de Roma

ROMA (Reuters) - A Itália anunciou a decisão de proibir nesta quinta-feira um lote de vacinas da AstraZeneca contra a Covid-19 e, segundo uma fonte próxima ao assunto, a medida foi tomada após as mortes de duas pessoas na Sicília que haviam recebido o imunizante recentemente.

A autoridade italiana de medicamentos Aifa disse mais cedo que a proibição era uma medida "de precaução", acrescentando que nenhuma relação havia sido estabelecida entre a vacina e o que chamou de "eventos adversos graves".

A fonte disse que a Aifa tomou a decisão depois de Stefano Paterno, um oficial da Marinha de 43 anos, morrer nesta semana pela suspeita de um ataque cardíaco um dia depois de ser vacinado.

Um segundo homem, o policial Davide Villa, de 50 anos, morreu no último fim de semana 12 dias após ser vacinado. Jornais locais afirmam que ele passou mal 24 horas após a aplicação e nunca mais se recuperou.

A fonte disse que os dois homens receberam a vacina do lote ABV2856 da AstraZeneca.