Itália vai impor quarentena de cinco dias a viajantes procedentes da UE

·2 minuto de leitura
A médica Annalisa Giordano visita paciente com sintomas de covid-19 en Cuneo, noroeste da Itália, em 29 de março de 2021

A Itália vai impor uma quarentena de cinco dias para todos os viajantes procedentes da União Europeia (UE), anunciou nesta terça-feira (30) o ministério da Saúde.

Todos os viajantes procedentes da UE deverão ser submetidos a exames de covid antes de viajar e, ao final da quarentena, deverão passar por outro exame de diagnóstico. A medida já estava em vigor para todos os viajantes de países que não pertencem à UE.

A maior parte da Itália está sob restrições severas atualmente para frear a onda de contágios, com o fechamento de cafés, bares e restaurantes, além de viagens limitadas.

Mas as escolas da região de Lazio, que inclui Roma, reabriram nesta terça-feira após uma decisão das autoridades de saúde.

"É maravilhoso voltar a encontrar as crianças, mas não entendo o significado de tudo isto. Perdemos duas semanas de aulas", afirmou à AFP uma professora do ensino básico que pediu anonimato.

Toda a Itália foi classificada como zona "vermelha", de alto risco, durante o fim de semana de Páscoa, que começa no sábado e termina na segunda-feira.

A pandemia matou mais de 108.000 pessoas na Itália, de acordo com o ministério da Saúde.

O primeiro-ministro italiano Mario Draghi, de 73 anos, recebeu nesta terça-feira em Roma a primeira dose da vacina AstraZeneca como parte da campanha a favor do fármaco, que provocou polêmica nas últimas semanas.

Draghi, ex-presidente do Banco Central Europeu, e a esposa foram vacinados no centro de saúde instalado na estação central de trens de Roma, Termini, informou o porta-voz do governo.

A Itália suspendeu por alguns dias o uso da vacina AstraZeneca/Oxford pelo temor de seus efeitos colaterais, mas a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) aprovou o uso em todo o continente por considerá-la segura.

Mario Draghi, que assumiu o cargo de chefe de Governo em fevereiro, se comprometeu a acelerar a campanha de vacinação na Itália, o primeiro país europeu afetado pela pandemia e que atualmente enfrenta a terceira onda de covid-19.

kv/zm/fp