Itaú não prevê impacto de 3ª onda da pandemia e crise energética no PIB

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SÃO PAULO — O presidente do Itaú, Milton Maluhy Filho, disse nesta quarta-feira que a eventual terceira onda da pandemia e a crise energética pela qual o país pode passar neste ano não devem impactar negativamente nas projeções do PIB de 2021. O banco estima um crescimento de 5% para a economia brasileira.

Após o resultado positivo do PIB de janeiro a março, que cresceu 1,2% em relação ao último trimestre de 2020, o carregamento estatístico do indicador passou a ser de 4,9%, segundo o executivo. Essa seria a taxa de crescimento econômico do país ainda que os próximos trimestres não tenham bons resultados.

— A perspectiva é positiva. O indicador do primeiro trimestre veio forte, e estamos revendo nossas projeções, que hoje rodam na casa dos 5% e eventualmente podem ser um pouco maiores do que isso — disse Maluhy Filho a jornalistas.

O banqueiro voltou a defender uma aceleração no ritmo de vacinação. Disse que o Itaú está atento a possíveis efeitos da terceira onda, mas que ainda não vê forte impacto negativo no PIB com essa possibilidade.

— A vacinação segue avançando, os resultados são subótimos em relação ao todo. A gente avalia resultados, não qualifica aqui a gestão. A melhor política econômica, social e sanitária é a vacinação. Esse tem de ser o nosso foco, a gente deve ampliar os grupos. Quanto mais protegida estiver a população, maiores serão os efeitos percebidos (...). O consumo tende a ser maior, tem uma poupança reprimida (das famílias) em função da pandemia — afirmou ele.

O banco, porém, prevê uma desaceleração no ritmo de crescimento da economia brasileira para 2022.

— Nossa projeção hoje leva um crescimento de PIB em torno de 2% por várias razões: menos expansão fiscal, preços de commodities com expectativa de se normalizar e possivelmente o mundo crescendo menos do que em 2021 — ressaltou o executivo a jornalistas.

As declarações foram dadas durante o Itaú Investor Day.