Itajaí lidera ranking de letalidade da covid em SC mesmo com distribuição de ivermectina

Redação Notícias
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Distribuição de medicamento começou na terça-feira (Foto: Marcos Porto/Prefeitura Itajaí)
Distribuição de medicamento começou em julho (Foto: Marcos Porto/Prefeitura Itajaí)

Apesar de ter adotado a ivermectina para tratamento da covid-19, medicamento sem eficácia comprovada, Itajaí liderou o ranking de letalidade da doença entre os maiores municípios de Santa Catarina, com mais de 100 mil habitantes. A informação foi divulgada pelo portal catarinense NSC.

Desde julho, a prefeitura de Itajaí distribuiu mais de 2,2 milhões de comprimidos do remédio ivermectina para os cidadãos como parte da estratégia para enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. Foram gastos mais de R$ 4,5 milhões em tratamentos para a covid-19 sem eficácia comprovada.

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O índice de letalidade de Itajaí é de 1,76%, com 257 óbitos contabilizados pelo município até 30 de dezembro, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde. A média estadual é de 1,09%. A letalidade avalia a quantidade de mortes de acordo com o número de casos diagnosticados de contaminação pelo coronavírus.

Os municípios que fizeram parte da comparação são: Florianópolis, Joinville, Blumenau, São José, Chapecó, Criciúma, Jaraguá do Sul, Palhoça, Lages, Balneário Camboriú, Brusque e Tubarão, além de Itajaí. Os percentuais variam de 0,71% de letalidade, em Palhoça, a Itajaí, que teve o índice de 1,76%. Em segundo e terceiro lugares no ranking, respectivamente, estão Lages, com 1,65%, Tubarão, com 1,46%.

Em nota, Secretaria Municipal de Saúde de Itajaí informou que “segue à risca e com muita transparência todos os protocolos do Ministério da Saúde e do Governo do Estado, fazendo da cidade uma das únicas que testam todos os óbitos para covid-19 com diferentes exames (RT-PCR e testes rápidos). O serviço ainda faz a notificação de óbitos por confirmação clínico-epidemiológico e clínico-imagem. Essa conduta, certamente, reflete em maior número de mortes confirmadas, evitando assim subnotificações e garantindo dados reais. Portanto, fazer um comparativo com demais municípios que não adotam as mesmas ações de combate e testagem de óbitos e não têm o mesmo número de habitantes pode apresentar números que não refletem a realidade”.