Itália proíbe a presença de animais em circos

O Parlamento italiano deu um grande passo na dura jornada para proteger os direitos dos animais ao aprovar uma lei que proíbe o trabalho de animais em circos itinerantes. Na Espanha, embora cada vez mais municípios estejam aderindo à proibição, ainda não há uma legislação federal que regule o tema. O México, por outro lado, proibiu a presença de animais em circos há dois anos.

O Parlamento italiano votou a favor de proibir espetáculos com animais nos circos itinerantes. (Foto: AP Photo/Sergei Grits)

O assunto já estava sendo debatido na Itália há um bom tempo e era um dos grandes focos das instituições protetoras dos animais do país. Agora a proibição se transformará em realidade, mas o processo ocorrerá de forma gradativa. O Parlamento italiano decidiu, por 265 votos a favor e apenas 13 contra, instaurar uma lei que proíba o uso de animais em circos e espetáculos itinerantes.

Não será algo rápido nem imediato, mas o primeiro passo está dado para que a Itália se una aos 50 países ao redor do mundo que já baniram os circos com animais. Será o governo atual, ou o eleito em março do ano que vem, o responsável por colocar em prática o decreto legislativo que fará com que a Itália entre no grupo que já conta com Áustria, Bélgica, Holanda, Bulgária, Suécia, Eslovênia, Finlândia, Chipre, Portugal, Malta, República Tcheca, Hungria, Grécia, Dinamarca, Polônia e México.

No que diz respeito à Espanha, o veto foi declarado pela Catalunha, como comunidade, no verão de 2015. Depois de centenas de municípios catalães proibirem a atuação de circos itinerantes com animais em seus limites territoriais, a comunidade decidiu bani-los a nível autônomo. Desde que a Catalunha deu início ao processo, muitas localidades se uniram a ela. O site Infocircos indica quais são.

Entre as maiores cidades que baniram os circos com animais, destacam-se Barcelona, Valencia, Alicante, Málaga, Córdoba, Palma de Mallorca e Vitoria. Na capital espanhola a iniciativa foi votada no final de janeiro, após uma petição liderada pelo Ahora Madrid. O resultado foi a favor da proibição, mas o mecanismo legislativo necessário para colocá-la em prática e modificar a legislação de 2001 que regula este tipo de espetáculo ainda não foi iniciado.

M. J. Arias