Italiano contrai variante brasileira do coronavírus após receber vacina da Pfizer contra Covid-19

Ansa
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ROMA — Um profissional de saúde italiano contraiu a variante brasileira do novo coronavírus mesmo após ter recebido a vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19. Segundo autoridades italianas, o paciente é assintomático, o que pode indicar uma eficácia do imunizante contra casos leves, moderados e graves da Covid-19, e cumpre isolamento domiciliar. O caso aconteceu na cidade de Áquila, na região de Abruzos, onde foram detectados surtos da cepa com origem em Manaus.

A linhagem foi identificada durante exames periódicos realizados em todos os funcionários do hospital e analisada pelos institutos de zooprofilaxia experimental de Abruzzo e Molise. As autoridades sanitárias italianas estudam o caso, mas acreditam que a vacina da Pfizer pode ter protegido o profissional contra sintomas graves.

O paciente teria contraído a variante do Sars-CoV-2 de sua mãe. A família registrar um surto com pelo menos seis casos positivos, mas ninguém apresentou sintomas. Testes em curso definirão se os parentes também contraíram a cepa brasileira.

Nesta sexta-feira, a prefeita de Áquila, Cinzia Torraco, deve se reunir com autoridades sanitárias. Nos últimos dias, três casos da variante foram detectados em três brasileiros na cidade de Poggio Picenze, na mesma região.

Outra região italiana, a Úmbria, detectou 41 casos da variante brasileira até a última quinta-feira. Os resultados de um inquérito de de prevalência realizado pelo Instituto Superior de Saúde (ISS) foram compartilhados com o governo regional. Entre as 77 amostras coletadas e analisadas, 41 têm perfil genético idêntico ao da mutação brasileira e 22 iguais à linhagem britânica, ambas com alterações que as tornam potencialmente mais infecciosa.

Segundo as autoridades sanitárias, as duas variantes "circulam amplamente por todo o território da Úmbria". Os resultados confirmam as análises feitas pelo laboratório de referência da úmbria, pelo Núcleo Epidemiológico e pela Comissão Técnica-Científica. Uma companhia italiana, a Takis, começou a desenvolver uma vacina específica para a cepa brasileira.

Diversos países europeus, como a própria Itália, Alemanha, Reino Unido e Portugal, já suspenderam voos e proibiram a entrada de viajantes provenientes do Brasil.