Itamaraty negociou secretamente envio de vacinas da Índia por 10% do valor pago pelo Ministério da Saúde

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O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • O Itamaraty negociou secretamente com o Ministério das Relações Exteriores indiano o envio dos imunizantes ao Brasil

  • O acordo sigiloso foi feito depois de tentativa frustrada do Ministério da Saúde de garantir as vacinas

  • Além disso, o Itamaraty gastou 10% do que foi pago pela pasta, por meio da Fiocruz, na operação que não deu certo

Para buscar 2 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 na Índia, o Itamaraty negociou secretamente com o Ministério das Relações Exteriores indiano o envio dos imunizantes ao Brasil. O acordo sigiloso foi feito depois de tentativa frustrada do Ministério da Saúde de garantir as vacinas. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Além da operação não ter sido de conhecimento do Ministério da Saúde, o Itamaraty gastou 10% do que foi pago pela pasta, por meio da Fiocruz, na tentativa que não deu certo. O prejuízo para a Fundação Oswaldo Cruz foi de U$500 mil, segundo a reportagem.

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Em janeiro deste ano, o então ministro da Saúde Eduardo Pazuello havia determinado que uma aeronave fosse fretada para buscar as doses e iniciar a vacinação da população antes que o Estado de São Paulo começasse. O governador João Doria, rival do presidente Jair Bolsonaro, havia anunciado que iria iniciar a imunização com a CoronaVac produzida pelo Instituto Butantan.

Por isso, a Fiocruz precisou desembolsar U$500 mil, que não foram ressarcidos, mesmo diante da impossibilidade de trazer as doses para o Brasil, de acordo com a publicação. O objetivo do governo do presidente Jair Bolsonaro era o de que a carga estivesse no país até o dia 20 de janeiro.

Em meio à polêmica sobre a operação que não deu certo, o Itamaraty fez um acordo diretamente com o Ministério das Relações Exteriores indiano a um custo de U$55 mil e conseguiu fazer a retirada das doses em 21 de janeiro. A Folha de São Paulo informou que Pazuello só soube do envio das vacinas quando a aeronave iria deixar a Índia.

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