Itamaraty suspenderá visitação pública a partir da próxima semana

Com encerramento de contrato à vista e sem previsão de processo licitatório para que outra empresa assuma visitações, Palácio do Itamaraty terá visitas suspensas por prazo indeterminado a partir de 15 de setembro (Foto: Ana de Oliveira / AIG-MRE)

O Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores (MRE), deixará de receber visitas públicas a partir do próximo domingo (15).

Com uma breve mensagem na área destinada a instruir o público que deseja visitar o local, o órgão informa que “por motivos de força maior, a visitação estará suspensa a partir do dia 15 de setembro, por tempo indeterminado”.

Questionada sobre os motivos “de força maior”, a assessoria do MRE esclareceu que a empresa responsável pela visitação ao local decidiu não renovar o contrato com a pasta.

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Em nota, a assessoria do Itamaraty afirmou que novo certame está prevista, mas o processo licitatório encontra-se em fase de estudos preliminares. Ainda não foi feita pesquisa de preços.

O Palácio do Itamaraty, que é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer com cálculo estrutural do engenheiro Joaquim Cardozo. O palácio foi construído apenas com materiais nacionais e abriga em seus diversos salões obras exclusivamente de artistas nascidos ou naturalizados brasileiros.

Uma das mais conhecidas partes do Itamaraty é a escada helicoidal do salão principal, projetada pelo arquiteto Milton Ramos, uma das primeiras obras que autoridades estrangeiras veem ao serem recebidas no local.

Escada helicoidal é um dos símbolos do Itamaraty, inteiramente decorado com obras de artistas nascidos ou naturalizados brasileiros(Foto: Daniella Duarte / MRE)

Segundo dados disponíveis no Portal da Transparência do governo federal, o contrato do Ministério com a empresa Up Ideias para “prestação de serviço de apoio à visitação cívica ao Palácio do Itamaraty” custou R$ 351.925,60 aos cofres públicos e foi celebrado em 19 de setembro do ano passado. A empresa foi contratada com dispensa de licitação e tem outros convênios com o poder público.

O negócio fechado com o Itamaraty é um dos contratos de valor médio da empresa com o poder público. No total, ainda segundo informações do Portal da Transparência, a empresa já recebeu mais de R$ 30 milhões dos cofres federais, sendo que o maior contrato firmado foi com o Ministério da Educação (MEC), em prestação de serviços para a Universidade Federal do Paraná (UFPR). O contrato teve valor de R$ 10.197.523,25 e teve vigência encerrada em novembro do ano passado.