Itens do Natal tem alta de preço acima da inflação

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  • Chester teve um aumento de preços maior de 33%

  • Pesquisa foi conduzida pelo Nupes, da Universidade de Taubaté

  • Inflação acumulada nos últimos 12 meses se aproxima de 11%

Segundo uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Pesquisa Econômico-Sociais (Nupes), da Universidade de Taubaté, os alimentos tradicionais do Natal ficaram 13,09% mais caros em relação ao ano anterior. Essa taxa de aumento é maior que a inflação acumulada do período, que marcou 10,75%.

Na pesquisa foram realizados levantamento de preços de perus, panetones, tender, chester, uvas passas e nozes. Em 2020, ao comprar esses alimentos o consumidor desembolsava em média R$ 186,95. Hoje, para realizar as mesmas compras será necessário gastar R$ 211,43.

A pesquisa foi realizada em 16 supermercados da região, nas cidades de Caçapava, Campos do Jordão, São José dos Campos e Taubaté.

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Taubaté registrou a cesta de natal mais cara, custando R$ 216,78, seguido de Campos do Jordão (R$ 210,16), Caçapava (R$ 209,86), e São José dos Campos, onde os preços marcaram o menor preço, custando, ao todo, R$ 208,89.

O maior aumento se deu no quilo o chester, que aumentou de 33,28%, seguido pelo peru com 18,71%, uvas passas (13,17%), panetone (9,26%), tender (8,80%) e nozes (7,72%).

Os três primeiros itens tiveram um aumento significantemente maior que a inflação de 10,75% do período, como apontado pelo IPCA.

Ao G1, Edson Trajano, economista da Nupes afirmou.

"O que observamos foi uma alta generalizada nos preços das aves. Duas razões explicam essa alta. A primeira é o aumento dos custos de produção. Também destacamos o aumento das exportações de aves, o que reduz a oferta no mercado interno e, consequentemente, gera preços mais altos para o consumidor brasileiro."

O custo de produção das aves também aumentou devido à alta no preço do milho, que serve como base para a ração destes animais. Segundo dados do Instituto de Economia Agrícola, o preço do milho aumentou 38,64% nos últimos 12 meses.

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