Já classificado para a semifinal, Brasil enfrenta o Peru pelo último jogo da fase de grupos da Copa América

Com a classificação antecipada garantida, o Brasil enfrenta o Peru nesta noite, às 21h, no estádio Pascual Guerrero, em Cali. A seleção venceu os primeiros três jogos com goleadas: 4 a 0 sobre a Argentina, na estreia, e mais duas goleadas nas próximas rodadas, com 3 a 0 sobre o Uruguai e mais um 4 a 0, contra a Venezuela.

Copa América: Com poucos atrativos, público não abraça a competição

Desigualdade entre os vizinhos: Brasil lidera com sobras investimentos em futebol feminino

Artilheira da competição, título que divide com a brasileira Adriana e a argentina Tamara Rodríguez, a atacante Debinha completou 125 jogos com a camisa do Brasil na última partida, na qual marcou o dela, fato que vem se repetindo em todas as partida da competição.

— A equipe vem fazendo um ótimo trabalho, a Adri também, se destacando, fico feliz por ela. Fico feliz com os gols que tenho feito, acho que o time está de parabéns e estou muito satisfeita pela vitória e pela classificação — afirmou a atacante após a partida contra a Venezuela.

Quem gostou da atuação de Debinha foi a treinadora Pia Sundhage. A sueca geralmente adota uma postura cautelosa mesmo diante dos bons resultados da seleção, parabenizou a equipe e se disse satisfeita com o estilo de jogo da equipe, e elogiou a atacante pela movimentação em campo e criação das jogadas ofensivas. Ela afirmou também que a equipe está pronta para enfrentar o Peru e também para as semifinais. Em entrevista coletiva, Pia comparou o time atual com o que disputou as Olimpíadas de Tóquio, no ano passado.

— Temos jogadoras mais dinâmicas hoje, mais jovens e com soluções diferentes no campo. Na Olimpíada, tínhamos jogadoras consolidadas e experientes, com muitos jogos na bagagem. As novas jogadoras nos surpreendem às vezes, especialmente no ataque, onde vão muito bem, mas às vezes não seguem o plano de jogo. É uma questão de equilíbrio. Na defesa, temos que aprimorar um pouco mais a questão individual, em especial na retomada de posse — analisou a treinadora.

Outra característica de Pia é apostar nas jogadoras reservas como boas peças para ajudar a equipe a conseguir bons resultados. Na Copa América, não houve tanta variação em relação ao time titular, mas diferentes atletas tem sido chamadas do banco para trazer novos elementos para a seleção. A treinadora também mencionou uma possível mudança no esquema tático da seleção, saindo de um 4-4-2 para um 3-4-3, opção que Pia comandou no último treino antes do confronto.

— Onze jogadoras começam a partida, mas onze jogadoras diferentes terminam essa partida, e todas elas são importantes. É importante que elas possam competir internamente pela vaga, que todas as jogadoras que não estão entre as 11 titulares pensem que precisam dar mais de si no próximo treino. Se você consegue criar esse ambiente, se torna capaz de competir contra qualquer equipe do mundo.— afirmou Pia.

Adriana, a Maga: Conheça a atacante do Corinthians que já balançou as redes quatro vezes na Copa América

O Peru, adversário do Brasil, ainda não conseguiu vencer na Copa América. Sofreu derrotas de 4 a 0 para a Argentina, 2 a 0 para a Venezuela e 6 a 0 para o Uruguai. Também classificada com antecedência, a Colômbia encerrou ontem sua participação com quatro vitórias no torneio e o Paraguai surpreendeu ao vencer o Chile e conquistar o segundo lugar do Grupo A. É o provável adversário do Brasil na semifinal: mesmo se a seleção perder, a Argentina precisaria vencer a Venezuela por mais de 6 gols para tomar o primeiro lugar. Mas a tarefa não será fácil, já que as duas equipes tem um confronto direto pela classificação.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos