'Já estava na hora das coisas darem certo': Luís Castro comemora vitória e atuação de Patrick de Paula

Alívio. Esse é o sentimento que parece rodear os bastidores do Botafogo após a vitória contra o Bragantino no Nilton Santos. Com um desempenho ruim jogando em casa no Brasileirão, o alvinegro chegou a quinta vitória em seus domínios e se aproximou ainda mais do G8.

Após a partida, o técnico Luís Castro se mostrou aliviado. "Cansado", como ele mesmo disse, o treinador enfatizou como a entrada de Patrick de Paula foi importante para a vitória do Botafogo.

— O Patrick não só equilibrou a equipe, como liberou o Gabriel e o Tchê Tchê para saírem mais. Aí é que vem minha felicidade, porque as coisas deram certo. As vezes batem tão mal, porra... Já estava na hora de bater certo — desabafou.

Além disso, Castro analisou também a atuação do Botafogo como um todo. Com um time titular ousado e ofensivo, o alvinegro controlou a partida na primeira etapa, mas sofreu com os espaços deixados no meio-campo e tomou o gol de empate no início do segundo tempo.

— Hoje o que mais quero enaltecer é a forma com a qual os jogadores desenvolveram o trabalho. Na primeira parte, podiamos ter o jogo quase resolvido. O resultado curto provoca um sentimento de "pode ser". O Barbieri colocou gente atrás do ponta, e nós, num 4-4-2, tivemos que reequilibrar a equipe. Mas quando íamos fazer, sofremos o gol de empate. Mas reequilibramos e depois tivemos tempo de chegar a vitória devido a qualidade dos jogadores — falou o técnico, que também evidenciou o prazer que sentiu em voltar a vencer em casa.

— Muito mais (prazeroso). Vencer no Nilton com a torcida é fantástico. É um sentimento de felicidade enorme. Hoje é um dos momentos muito felizes na minha passagem pelo Botafogo — concluiu.

Confira outras respostas do treinador:

Paz com a torcida após vitória

"Sabe que acho que as pazes estão sempre feitas de forma natural. Quer a torcida, jogadores, a administração, pertencemos todos a mesma família. Família Botafogo. Paz existe sempre. A emoção provoca sentimentos, e as vezes há sentimentos de desilusão. Todos sentimos essa tristeza interior, mas a forma como a torcida se liga a equipe e a forma que a equipe se liga ao trabalho, não há um jogo que possam dizer que a equipe não trabalha. Hoje foi isso mais uma vez. O trabalho honesto e digno nunca provoca guerras. Nunca houve guerra, mas sim sentimentos que sai de tristeza que sai dos torcedores."

Problema com lesões

Acho que termos jogadores que não tiveram férias na transição de temporadas é um ponto muito negativo. Como todos nós, os jogadores tem que ter. Quando terminaram a temporada em junho, entraram aqui direto. Acho que isso tem sido um fator decisivo para acontecerem as lesões.

Esquema ousado

Nós treinadores existimos para resolver problemas. Se há problemas na equipe, temos que percorrer outros caminhos para resolver. Decidimos entrar com 4-4-2, não tivemos muito tempo para trabalhar. Ontem treinamos para tirar uma fotografia do que teríamos hoje, mas sabíamos que não estava bem aprofundada. Foi suficiente para a equipe perceber o que queríamos do jogo.

O fundamental é ter jogadores inteligentes e com capacidade de absorver informação. Eles tiveram essa capacidade. Tínhamos o Júnior e o Soares, depois uma linha de 4 com Victor e Jeffinho. Já sabíamos que o trabalho do Tchê e Gabriel teria que ser enorme, de equilibrar a equipe e aparecer em zonas de finalização. Foi tão grande que eles fizeram os gols. Não queríamos limitar nossos volantes a aparecer na área. Isso nos causou um desequilíbrio aqui e ali, mas só sofremos duas aflições. No gol e numa outra chance. Fomos merecedores da vitória.

Mudanças ao longo do campeonato

Disse quando cheguei que considero o Brasileirão um dos campeonatos mais difíceis do mundo. Antes do jogo com o Goiás era "meu Deus, vamos cair". Depois, era "se ganharmos, podemos chegar na Libertadores". Três pontos mudaram a opinião das pessoas. Mantenho-me sempre equilibrado, mantenho minha opinião. Sou realista. Confio muito no trabalho dos jogadores, na proposta do treino. Esse equilíbrio é o que nós faz estar de forma descansada em relação a uma possível queda. Agora olhamos para cima e vemos uma pré-Libertadores perto. Isso que nos move todo dia, ganhar. Essa cultura de vitória demora um tempo para ser instalada, mas é a que eu gostaria de ver na família Botafogo. As pessoas podem ter certeza que quando um dos elementos é atacado, todos são. Portanto, os adversários sabem disso. Que nós estamos unidos e fortes. Hoje foi bonito sentir o sentimento de felicidade de todos no estádio.

Fase de Patrick de Paula

Patrick teve o problema físico e recuperou bem. Esteve bem contra o Fluminense, hoje voltou a ter um bom período em campo. Isso faz nos sentir bem. Nós proporcionamos aos jogadores espaço para eles desenvolverem trabalho e acho que está num bom momento. Muitas vezes as pessoas confundem. "Está num bom momento, tem que jogar". Não, tem que ajudar a equipe e jogar quando tiver que jogar.