Júlio Cocielo leva zoeira da internet para a TV e une esporte e comédia

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**ARQUIVO** SÃO PAULO, SP, 05.10.2016: O youtuber Júlio Cocielo em evento em São Paulo. (Foto: Marcus Leoni/Folhapress)
**ARQUIVO** SÃO PAULO, SP, 05.10.2016: O youtuber Júlio Cocielo em evento em São Paulo. (Foto: Marcus Leoni/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Foi a promessa de liberdade total e a chance de unir zoeira com esporte o que motivou o youtuber Júlio Cocielo, 28, a aceitar a ideia de partir para a televisão. Com o programa Galera Esporte Clube, todas as quartas, às 23h30, na RedeTV!, ele pode levar um pouco do que já está acostumado a fazer na internet para outro tipo de público na TV aberta.

"Sempre tive vontade de ter um programa de auditório. Por incrível que pareça, acompanho todos os que têm pessoas comuns. Surge muito meme e muita coisa legal. E é esse caminho que eu quero para a televisão. O Galera faz todos de casa se identificarem", opina Cocielo, que na internet tem mais de 16 milhões de seguidores só em uma rede social.

Ao lado dele na bancada da atração está o humorista Victor Sarro, 32. Juntos, ambos mostram reportagens divertidas desse universo e quadros de zoeira e bom humor voltados ao tema. Ele conta quais os trunfos do programa.

"Edição dinâmica, humoristas produzindo matérias e muita comédia. A diferença dos demais programas que estamos acostumados a ver é a mistura do humor com o esporte. Queremos o povo dentro da TV. Isso parece que se perdeu", avalia.

As referências da internet serão várias. Haverá quadros de Top 10 em que elegem momentos marcantes do esporte, reportagens em porta de estádio para mostrar os bastidores dos jogos, dentre outros. Na estreia, o quadro "Até minha mãe faria?" fez mães vestirem uniformes para reproduzir lances lendários do futebol.

"Temos sempre essa imagem engessada da televisão, mas a RedeTV! quer mudar esse conceito. Nós temos aqui uma liberdade sensacional e não fomos vetados em nada", explica Cocielo. "Em um dos quadros, o 'Fofoca do Esporte', não vamos focar nos jogos e nas habilidades dos atletas, mas nas curiosidades do dia a dia dessas pessoas", adianta.

Os apresentadores também vão mostrar suas habilidades com modalidades esportivas. Nos próximos programas, Cocielo praticará Rugby. "Não vai ser aquele formato de debate, de gols da rodada, é um formato mais bem-humorado", acrescenta.

Para ajudar os dois âncoras nesses quadros, foram contratados o jornalista Lucas Strabko, o Cartolouco, 26, ex-Fazenda (Record) e Globo, e a ex-jogadora profissional de futebol e youtuber Letícia Esteves, 25.

No primeiro programa, que foi ao ar na última quarta-feira (11), Cartolouco mostrou toda a apreensão e os bastidores de um jogo decisivo no futebol de várzea, algo semelhante ao que ele já faz para o seu canal próprio do YouTube: estar sempre no olho do furacão e se divertir bastante com isso.

'Vamos fazer um crossover bem bacana entre televisão e internet, como na semana que vem [dia 18], por exemplo, quando vou cobrir São Paulo e Palmeiras pela Libertadores. O Cocielo é são-paulino e vamos zoar muito com isso na porta do estádio", adianta Cartolouco.

Na opinião dele, o público vai gostar do que virá à frente. "Sou brincalhão, gosto de fazer reportagem de rua. O Victor Sarro disse algo que me deixou muito feliz: 'Você vai ser o Márcio Canuto do nosso programa'. Pensei: 'Caraca! O Canuto é o maior repórter desse país, que isso", diz.

Já Esteves vai trazer toda a bagagem como ex-jogadora profissional para mostrar em TV aberta mais reportagens com mulheres protagonistas. "Vou desafiar atletas e ex-atletas em quadros especiais. Também gosto muito desse lado do humor e da resenha. Quero trazer o lado feminino do esporte e entrevistar muitas mulheres que são incríveis e merecem um espaço", diz.

Porém, com tanta liberdade, muitos podem pensar que os comandantes do programa podem ter de conviver com o cancelamento. Para Sarro, isso não é uma preocupação.

"Só tem como cancelar o meu trabalho quem o consome. E quem consome é porque gosta. A palavra cancelamento é a coisa mais imbecil que eu já vi. São pessoas que não te conhecem, nunca te viram e querem atuar como seus chefes", avalia.

Ele completa: "Não tem essa, jamais me dobraria a qualquer pessoa ou mudaria aquilo que acredito. Acho que pelo programa de estreia já deu para sentir: não vamos nos policiar, vamos fazer aquilo que acreditamos ser bom", conclui.

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