Júri avalia indenização a pagar por teórico da conspiração que descreveu tiroteio nos EUA como 'farsa'

Um júri do Texas começou a avaliar o valor das indenizações a serem pagas por Alex Jones, um proeminente teórico da conspiração americano de extrema direita, por alegar que o massacre de 20 crianças e seis professores na escola Sandy Hook foi uma "farsa", nesta quarta-feira (3).

Jones, fundador do site InfoWars e apresentador de um programa de rádio popular, foi considerado responsável em vários processos de difamação movidos pelos pais das vítimas do tiroteio de 2012 em Newtown, Connecticut.

Jones, de 48 anos, alegou por anos em seu programa que o tiroteio em Sandy Hook foi uma "armação" de ativistas do controle de armas e que os pais eram "atores de crise". Desde então, ele reconheceu que o massacre foi "100% real".

Um júri de 12 pessoas em Austin, Texas, ouviu os argumentos finais na terça-feira no primeiro de vários casos de difamação contra Jones para chegar à fase de danos.

O caso foi apresentado por Neil Heslin e Scarlett Lewis, pais de Jesse Lewis, de seis anos, uma das crianças mortas por um atirador de 20 anos no pior tiroteio em escola da história americana.

O casal busca uma indenização de pelo menos US$ 150 milhões de Jones, um aliado e apoiador do ex-presidente Donald Trump, que frequentemente aparecia em seu programa de rádio durante a campanha presidencial de 2016.

A InfoWars entrou com pedido de falência em abril e outra empresa de Jones, a Free Speech Systems, fez o mesmo na semana passada.

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