Júri britânico não chega a veredicto no julgamento de Ryan Giggs por violência doméstica

O julgamento por violência doméstica contra o ex-jogador do Manchester United, Ryan Giggs, terminou nesta quarta-feira (31) sem um veredicto, depois que o júri não conseguiu concordar sobre a culpa do jogador no caso que levou à sua renúncia como técnico de Gales.

Após três semanas de audiências e 23 horas de deliberações durante vários dias, em Manchester, norte da Inglaterra, a juíza Hilary Manley liberou os jurados devido à sua incapacidade de decidir sobre as acusações contra o ex-atacante.

Giggs, de 48 anos, foi acusado de agredir sua ex-namorada, Kate Greville, e sua irmã mais nova, além de comportamento controlador e coercitivo.

A Justiça britânica pode agora decidir convocar um novo julgamento.

Para isto, as partes terão que discutir a pertinência de outro processo, que devido à sobrecarga dos tribunais britânicos não seria realizado por vários meses.

Giggs se declarou inocente de todas as acusações, que remontam a uma violenta discussão em 1º de novembro de 2020, quando a polícia foi chamada a sua casa.

O bicampeão da Liga dos Campeões com o Manchester United foi detido e, em seguida, colocado em liberdade.

- "Colisão involuntária" -

De acordo com a acusação, Giggs atacou violentamente Kate Greville e sua irmã Emma em novembro de 2020, ferindo sua parceira no cotovelo e nos lábios.

Durante o julgamento, o ex-jogador de futebol garantiu que nunca havia cometido atos de violência contra nenhuma mulher e afirmou que os ferimentos ocorreram durante uma "colisão involuntária" com a namorada enquanto brigavam por um celular.

Ele admitiu ter sido infiel com todas as suas sucessivas namoradas.

Como jogador, Giggs também ganhou 13 títulos da Premier League. Ele começou sua carreira de treinador no Old Trafford, assumindo temporariamente no final da temporada 2013-2014 após a demissão de David Moyes, antes de trabalhar como assistente de Louis van Gaal por dois anos.

Em janeiro de 2018, foi nomeado treinador da seleção do País de Gales, que liderou nas oitavas de final do Campeonato Europeu do ano passado.

Ele renunciou em junho, dizendo que não queria que o caso atrapalhasse os preparativos da equipe para a Copa do Mundo de 2022 no Catar, a quarta participação da seleção galesa em um grande torneio desde a Copa do Mundo de 1958.

O advogado de Giggs, Chris Daw, é conhecido por ter defendido vários atletas de renome, incluindo o ex-capitão do Chelsea e da Inglaterra John Terry, que foi considerado inocente em 2012 depois de ser acusado de comportamento racista em relação a um ex-companheiro de equipe, Anton Ferdinand.

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