Júri considera Tesla 1% negligente em acidente fatal com Model S nos EUA

Por Jonathan Stempel

NOVA YORK (Reuters) - Um júri do Estado norte-americano da Flórida considerou a fabricante de carros elétricos Tesla 1% negligente na morte de um jovem de 18 anos, cujo sedã Model S bateu em um muro de concreto depois que o limitador de velocidade do veículo foi desativado.

O adolescente e seu pai, segundo o júri, tiveram 99% de culpa.

O veredicto de segunda-feira proferido por um júri federal de Fort Lauderdale veio no que os advogados de James e Jenny Riley, pais de Barrett, que morreu no incidente, consideraram o primeiro julgamento contra a Tesla por um acidente envolvendo seus veículos.

Barrett Riley estava dirigindo a 187 quilômetros por hora, em uma curva com limite de velocidade de 40 quilômetros por hora, em 8 de maio de 2018, quando perdeu o controle de seu Model S 2014 ao tentar ultrapassar outro veículo, causando um incêndio.

Outro passageiro também morreu, enquanto um terceiro ocupante sobreviveu.

Os pais de Riley disseram que o acidente ocorreu depois que um técnico da Tesla, sem o conhecimento deles, desativou um dispositivo que havia sido instalado a pedido deles e que limitava a velocidade do Model S a 137 quilômetros por hora.

O júri disse que a Tesla foi 1% de negligente, enquanto Barrett Riley foi 90% negligente, James Riley 9% negligente e Jenny Riley não negligente na morte de seu filho.

O júri disse que James e Jenny Riley receberão respectivamente 4,5 milhões e 6 milhões de dólares em danos pela dor e sofrimento causados, valor que o juiz pode reduzir com base nas conclusões de negligência.

Os advogados da Tesla não responderam imediatamente na terça-feira aos pedidos de comentários.

A Tesla, liderada pelo empresário bilionário Elon Musk, havia dito que a imprudência de Barrett Riley causou o acidente, e seus pais deveriam ter tirado as chaves de sua posse após uma multa por excesso de velocidade em março de 2018 por dirigir a 180 quilômetros por hora. A montadora também afirmou que Barrett Riley enganou o técnico para desativar o limitador de velocidade.

Os pais de Barrett disseram que um defeito de design nas células da bateria de íons de lítio e na bateria da Tesla contribuiu para o incêndio, mas um juiz rejeitou essa alegação em 29 de junho.

Em um comunicado, Curtis Miner, advogado dos Rileys, disse estar satisfeito com a decisão pela negligência e espera que o caso ajude a prevenir outros acidentes e salvar vidas.

A Tesla enfrentou uma variedade de ações judiciais e investigações regulatórias sobre acidentes vinculados ao seu recurso de piloto automático. A ferramenta não estava em discussão no acidente de Barrett Riley, mostram os registros do tribunal.

(Por Jonathan Stempel)

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