Jacarepaguá ganha novo espaço com área de coworking e salas para projetos culturais

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RIO — Jacarepaguá acaba de ganhar um novo espaço colaborativo. Misto de coworking e centro cultural, A Casa, na Freguesia, abriga um brechó, estações de trabalho para pequenos empresários e salas para atividades variadas, como atendimentos terapêuticos, oficinas de arte com sucata, consultoria de marketing, mentorias para empreendedores e locação para fotos e lives. Futuramente haverá rodas de leitura e teatro para não atores.

O estabelecimento conta ainda com uma varanda e uma cozinha que podem ser alugadas para aulas de arte ou culinária, por exemplo.

— A ideia é potencializar o empreendedorismo na região e, ao mesmo tempo, estimular uma rotina de trabalho mais leve e produtiva num lugar amplo e com muito espaço verde. Temos duas terapeutas que fazem um tratamento inovador para autistas com uso de mangueiras e terra. Também já recebi contatos de gente que produz velas e cosméticos veganos — diz Gabi Costa, uma das quatro sócias do local.

Esta é sua segunda experiência em espaços deste tipo. A primeira foi a Casa Fred, aberta em 2018 no mesmo bairro e fechada recentemente, depois que a proprietária pediu o espaço de volta. Lá também o empreendedorismo era um dos objetivos.

— Organizávamos o Clube Fred, encontros presenciais de networking com palestras. Durante a pandemia fizemos uma edição on-line batizada de Empreender Consciente. Vimos muita gente querendo entender como podia continuar vendendo seus produtos — conta Gabi. — Pretendemos voltar com o Clube de forma presencial.

Mais perto do Natal será organizada a feira Arte.com, que receberá empreendedores das áreas de gastronomia, artesanato, moda e arte. O evento será aberto ao público. A Casa fica na Rua Zoroastro Pamplona 703.

Na Taquara, espaço retoma atividades artísticas

Se, na Freguesia, A Casa amplia as possibilidades de espaços colaborativos e atividades culturais, na Taquara a Casa de Cultura de Jacarepaguá retoma os eventos artísticos e gastronômicos oferecidos desde 2019 e paralisados durante a pandemia de coronavírus.

Um deles é o projeto Canta Brasil, realizado às sextas e aos sábados, no qual músicos apresentam canções autorais. Os artistas receberam os cachês antecipadamente durante a pandemia e se apresentarão até o fim de janeiro de 2022, com uma ajuda de custo para alimentação e transporte. A renda arrecadada com o couvert artístico de R$ 15 está sendo revertida para o programa de capacitação criado por Alexandra Gonzalez, proprietária do espaço.

— Em janeiro deste ano, abri chamada pública para uma incubadora de artistas que inclui planejamento estratégico e mentoria dos projetos. A renda do couvert ajudará na compra dos materiais necessários. Não prometemos dinheiro, mas queremos ajudá-los a monetizar — diz Alexandra, que pagou, em média, R$ 400 por show. — Foram 30 no total. Os recursos vieram do escritório de contabilidade que eu ainda tinha na época.

Os trabalhos desenvolvidos na incubadora são de baixo custo, envolvem artes plásticas, moda, design, teatro e curadoria de artistas e estão em fase de pré-produção. Eles serão apresentados entre 11 e 19 de fevereiro do ano que vem no I Festival de Arte e Cultura da Baixada de Jacarepaguá, também organizado por Alexandra. O evento será gratuito.

A Casa de Cultura de Jacarepaguá tem também atrações permanentes, como a exposição “O sertão carioca — A outra margem do Rio”, que conta a história da Baixada de Jacarepaguá, e o evento “Sabores e saberes”, que une cultura e gastronomia brasileira.

— Oferecemos sempre um prato típico do país e organizamos um evento em torno dele. A edição atual é com feijoada, servida aos sábados. Exibimos também um documentário, que narra a origem da comida, além de rodas de jongo, capoeira e samba — comenta Alexandra.

Às quintas-feiras, das 19h às 22h, a casa recebe o “Palco aberto — Jacaré microfonado”, no qual artistas têm a chance de mostrar sua arte, seja ela qual for. É possível, até, aparecer no local no dia do evento e se apresentar, caso haja horário disponível.

Até 19 de dezembro o espaço contará ainda com a exposição “Mais objetivo, bruto e intenso”, com 19 pinturas e esculturas de Raul Inglat.

— Procuramos valorizar os artistas locais, que, muitas vezes não encontram lugar para apresentar seus trabalhos — diz Alexandra.

Para a cantora e compositora Carol Faria, o espaço é um lugar acolhedor.

— Por se tratar de um espaço intimista, o show é muito mais autoral. Dá aquela sensação de estar conversando com a plateia e de receber de um jeito muito mais próximo esse carinho do público —diz Carol Faria, cantora e compositora, que acaba de lançar o videoclipe “Tanto” e se apresentou no espaço no sábado passado.

A Casa de Cultura de Jacarepaguá oferce ainda oficinas de canto, bordado experimental, arte e poesia para crianças, pintura criativa, colagem e intrrodução ao desenho de moda.

O endereço é Rua Alberto Soares Sampaio 72.

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