Reprovação de Bolsonaro na pandemia é alta mesmo entre os beneficiários do auxílio emergencial, diz Datafolha

Foto: REUTERS/Adriano Machado

Jair Bolsonaro (sem partido) é reprovado substancialmente por seu desempenho na crise gerada pela pandemia do novo coronavírus, mesmo entre os beneficiários que recebem o auxílio emergencial. É o que aponta uma pesquisa Datafolha publicada nesta quarta-feira (01).

De acordo com os dados do instituto, 49% dos que solicitaram e já receberam uma parcela do benefício (no valor de R$ 600 reais) consideram a gestão de Bolsonaro “ruim ou péssima” em relação ao combate ao novo coronavírus. Por outro lado, 26% avaliam o presidente como “ótimo e bom” e 24% como “regular".

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Outra pesquisa já havia indicado que a atuação de Bolsonaro é rejeitada por quase metade dos entrevistados, independentemente de terem recebido o auxílio financeiro.

Para a parcela da população que não solicitou o benefício, a gestão Bolsonaro é considerada “ruim ou péssima” por 51%.

O auxílio emergencial começou a ser pago em abril com o objetivo de minimizar os efeitos da crise social gerada pela pandemia. Trabalhadores informais, autônomos e desempregados eram o público alvo, parcela da população mais atingida pelas medidas de isolamento social necessárias para frear a Covid-19.

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Inicialmente, o governo Bolsonaro propôs um valor de R$ 200 por parcela (que seriam três, a princípio), mas frente a articulação do Congresso para aumentar o valor, o presidente então decidiu que o montante seria de R$ 600 mensais, podendo chegar até a R$ 1.200 para mães solo que são chefe de família.

Como o Brasil ainda não conseguiu controlar a pandemia, o governo anunciou a prorrogação do benefício, no último dia 30, por mais dois meses. O valor de R$ 600 reais foi mantido.

Segundo o balanço mais recente da Caixa Econômica Federal, pouco mais de 64 milhões de brasileiro já receberam o benefício.

O Datafolha ouviu 2.016 pessoas por telefone entre os dias 23 e 24 de junho, véspera do início do pagamento da terceira parcela do auxílio emergencial. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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