Coronavírus: Mesmo desmentido por especialistas e punido por rede social, Bolsonaro insiste em criticar isolamento social

Foto: AP Photo/Andre Borges

Cerca de 12 horas depois de ter publicações excluídas por desrespeitar orientações do Ministério da Saúde, Jair Bolsonaro (sem partido) postou, na manhã desta segunda-feira (30), um vídeo em que uma jornalista aparece defendendo que pessoas que não estejam no grupo de risco do novo coronavírus voltem ao trabalho.

“Temos 2 problemas que não podem ser dissociados: o vírus e o desemprego. Ambos devem ser tratados com responsabilidade. Mas se o remédio for demasiado o efeito colateral será muito mais desastroso", escreveu o presidente.

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No vídeo, a jornalista Liliane Ventura diz que pessoas fora do grupo de risco da doença podem “levar uma vida normal”. Ventura diz haver um “terrorismo” que levará o país ao “abismo econômico”.

A insistência de Bolsonaro em criticar o isolamento social, medida defendida por especialistas da área da saúde, vai na contramão das medidas que os países mais afetados pela covid-19 estão adotando.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sempre elogiado por Bolsonaro, anunciou no último domingo (29) que medidas de distanciamento social para controlar o avanço do coronavírus no país serão estendidas até 30 de abril.

Passeio polêmico pelo DF

Contrariando recomendações do próprio Ministério da Saúde, Jair Bolsonaro visitou localidades ao redor de Brasília, neste domingo (29), e voltou a criticar a prática da quarentena para evitar a disseminação do novo coronavírus no país. Segundo o presidente, que defende isolamento de idosos e de grupos de risco, “todos vão morrer um dia”.

“Temos um problema do vírus? Temos. Ninguém nega isso daí. Devemos tomar os devidos cuidados com os mais velhos, com as pessoas do grupo de risco. Agora, o emprego é essencial”, afirmou o presidente.

O último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde registra 136 mortos pelo novo coronavírus no Brasil, além de 4.256 casos confirmados em todo o país.

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