Covid-19: Depois de diversos recuos, governo Bolsonaro desiste de divulgar cronograma de vacinas

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Foto: AP Photo/Marcelo Chello
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  • Ministério da Saúde vai deixar de anunciar previsão mensais de vacinas

  • Com projeções irreais, pasta foi forçada a reduzir diversas vezes o número projetado ao longo da semana

  • No auge da pandemia, país sofre com falta de imunizantes contra a Covid-19 e vacinação lenta

Depois de ser obrigado a mudar ao menos cinco vezes o cronograma de entrega de vacinas contra a Covid-19, o Ministério da Saúde decidiu que não irá mais divulgar a previsão de doses que espera receber mensalmente. De acordo com a pasta, os dados devem ser coletados diretamente com os fabricantes dos imunizantes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

Em fevereiro, os primeiros cronogramas de entregas de vacina foram publicizados quando o general Eduardo Pazuello ainda chefiava o Ministério da Saúde e era pressionado a divulgar as projeções da pasta relativas ao plano de vacinação nacional. Os primeiros documentos já foram contestados por parecerem distantes de uma realidade plausível. 

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Ao longo das semanas, o Ministério da Saúde se viu diante de atrasos na entrega de insumos farmacêuticos ativos (IFA) para a produção de vacinas no Instituto Butantan e na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Além disso, os documentos inicias contavam com quantidades de vacinas não aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como a Sputnik V e a Covaxin, 

País sofre com falta de imunizantes e vacinação lenta

Pela previsão de fevereiro, o Brasil encerraria o mês de março com 68 milhões de vacinas distribuídas via Plano Nacional de Imunização. O último balanço dessa última quinta-feira (08) consta que foram entregues pouco mais de 45 milhões de imunizantes. 

Até o momento, as vacinas usadas no Brasil são apenas a Coronavac e a vacina de Oxford/AstraZeneca. A produção de ambas depende da entrega do IFA, que vem da China, ao país. 

Mesmo com um possível atrasado da vinda do IFA, o Butantan garante que concluirá a meta de entregar ao governo federal 46 milhões de vacinas até o fim deste mês, somando o volume já distribuído (38,2 milhões). Por outro lado, a Fiocruz espera enviar 26,5 milhões de vacinas até o começo de maio.