Bolsonaro cita morte de Jesus e pede para eleitores não 'lavarem as mãos'

Atrás nas pesquisas eleitorais, Bolsonaro tenta angariar votos para garantir ida ao segundo turno - Foto: Photo by Rodrigo Paiva/Getty Images
Atrás nas pesquisas eleitorais, Bolsonaro tenta angariar votos para garantir ida ao segundo turno - Foto: Photo by Rodrigo Paiva/Getty Images

Durante a passagem por Natal, no Rio Grande do Norte, nesta quarta-feira (15), o presidente Jair Bolsonaro (PL) comparou a omissão em uma eleição à morte de Jesus Cristo.

A fala ocorreu quando o candidato à reeleição falava sobre o Chile, dizendo que o país costumava ser “arrumadinho” na economia. Contudo, segundo Bolsonaro, houve omissão do povo. Nesse momento, ele cita a morte de Jesus, em comparação com o ocorrido no país latino-americano. As informações são do site Poder 360.

“Lá atrás, vocês lembram quando uma pessoa lavou as mãos, o que aconteceu com nosso Jesus”, declarou.

A referência do governante é a história do personagem bíblico Pôncio Pilatos, governador da Judéia que, segundo o livro cristão, lavou as mãos e entregou Jesus aos soldados romanos. Depois disso, o messias foi crucificado. Assim teve origem a expressão “lavar as mãos”, em referência ao governador que se isentou da culpa por algo que poderia ser responsabilidade dele.

A crítica de Bolsonaro se direciona a Gabriel Boric, presidente do Chile. No fim de agosto, outras declarações sobre o líder chileno causaram mal-estar entre os dois países. Durante debate entre presidenciáveis, o governante brasileiro afirmou que Boric “queimou o metrô” em protesto para assumir o governo.

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

Na mesma semana, o presidente do Chile elogiou manifestações contra atos antidemocráticos no Brasil e disse que a América Latina deve reagir em caso de tentativa de golpe contra a democracia.

Bolsonaro alega abstenção da direita para na eleição de Boric, mas dados lançados pelo Serviço Eleitoral do Chile (Servel) apontam que a disputa teve participação de 55,4% da população, a maior adesão dos últimos 30 anos no país onde o voto não é obrigatório desde 2012.