Onda de Pix de R$1: Bolsonaro pede que TSE ‘releve’ prazo para prestação de contas

A petição explica que até mesmo a instituição bancária em que era mantida a conta de campanha de Bolsonaro teve dificuldade em processar as informações. Foto: Buda Mendes/Getty Images
A petição explica que até mesmo a instituição bancária em que era mantida a conta de campanha de Bolsonaro teve dificuldade em processar as informações. Foto: Buda Mendes/Getty Images

Nesta quinta-feira (29), a campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, fez uma petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo que a Corte releve o descumprimento do prazo de comunicação de doações recebidas por ele. O documento é assinado pelo escritório do advogado do presidente, Tarcisio Vieira de Carvalho.

No pedido, a defesa do presidente argumenta que a campanha tem cumprido todos os prazos sobre informações financeiras. Contudo, mencionam que nos dias 12, 13 e 14 de setembro houve um aumento exponencial do volume de doações à campanha, principalmente via PIX. As informações são da Folha de S.Paulo.

Do dia 1º a 9 de setembro, foram recebidas 464 doações. No dia 12, outras 135.063; em 13 de setembro, mais 107.726; no dia 14, 28.897; no dia 15, 10.010 doações; no dia 16 7.392; no dia 19, 9.786 doações. Dessa forma, de 12 a 19 foram 299.874 repasses.

A petição explica que até mesmo a instituição bancária em que era mantida a conta de campanha teve dificuldade em processar as informações.

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"Nem mesmo o fornecimento dos extratos bancários pôde ser operado de forma imediata pelo Banco do Brasil — que, note-se, é uma das maiores instituições financeiras do Brasil e do mundo", indica o documento.

A resolução do TSE que trata da emissão de relatórios financeiros de campanha indica que é preciso que os candidatos comuniquem o recebimento de recursos por partidos políticos no prazo de 72 horas.

Também afirma que a eventual ausência dessas informações pode implicar em irregularidade no julgamento de suas contas de campanha.

A equipe jurídica da campanha lembrou até mesmo matérias jornalísticas em que fala-se sobre o aumento no volume de repasses via PIX tanto por apoiadores quanto por pessoas contrárias a Bolsonaro que queriam dificultar a prestação de contas.

Os advogados dizem não ter como apresentar os dados financeiros até o julgamento final das contas pelo TSE.